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	<title>Céus &#038; Terra</title>
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	<description>um fórum cristão sobre fé e ecologia</description>
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		<title>Lançamento da Torá Bilíngue</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Aug 2010 14:13:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[bíblia]]></category>

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		<description><![CDATA[Torá Bilíngue King James agosto de 2010: Abba Press, 832 páginas A Torá é o mais sagrado dos escritos para os judeus e também reconhecido por todos cristãos como o Pentateuco, os primeiros cinco livros da Bíblia. Esta edição inclui o texto hebraico numa coluna e, na coluna ao lado, uma nova tradução em português: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a title="lançamento de agosto de 2010" href="http://www.abbapress.com.br/" target="_blank"><img class="alignleft" style="margin: 5px;" title="torá 100x150" src="http://eco-devocional.com/wp-content/uploads/2010/01/torá-100x150.jpg" alt="" width="100" height="150" /></a></strong></p>
<p>Torá Bilíngue King James<br />
agosto de 2010: Abba Press, 832 páginas</p>
<p>A Torá é o mais sagrado dos escritos para os judeus e também reconhecido por todos cristãos como o Pentateuco, os primeiros cinco livros da Bíblia. Esta edição inclui o texto hebraico numa coluna e, na coluna ao lado, uma nova tradução em português: King James Atualizada.<br />
Timóteo escreveu as notas explicativas sobre as palavras hebraicas chaves e o material introdutório no início e as &#8220;ajudas&#8221; para o leitor no final. Veja especialmente as notas a respeito da criação em Gênesis 1 e 2&#8230;</p>
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		<title>PRIORIDADES</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 14:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consumo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[Somos informados de que as conversas da maior parte dos americanos de classe média [e dos brasileiros também]* giram em torno do consumo: o que comprar, o que acabou de ser comprado, onde comer, o que comer, o valor da casa do vizinho, o que está em promoção esta semana, nossas roupas ou as de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Somos informados de que as conversas da maior parte dos americanos de classe média <em>[e dos brasileiros também]*</em> giram em torno do consumo: o que comprar, o que acabou de ser comprado, onde comer, o que comer, o valor da casa do vizinho, o que está em promoção esta semana, nossas roupas ou as de outra pessoa, o melhor carro do mercado este ano, onde passar as férias. Ao que tudo indica, não conseguimos parar de comer, de comprar ou de consumir. O sucesso não é medido levando-se em conta o amor, a sabedoria e a maturidade, mas segundo a quantidade de posses que alguém conseguiu acumular.</p>
<p>O que foi mesmo que o estudioso das Escrituras Ernst Kasemann disse? “O homem pode ser considerado amante da cruz apenas à medida que ela o capacita a aprender a se relacionar da maneira certa com [...] os poderes e as seduções do mundo.” O que pode haver de ultrajante no discípulo de Jesus é ele se dar ao luxo de ser indiferente. Morto para o mundo, mas vivo em Cristo de forma sublime, ele pode dizer com Paulo: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura.” Uma postura assim seria um anátema nos centros comerciais das nossas megalópoles. O mundo nos respeitará se o cortejarmos, e nos respeitará ainda mais se o rejeitarmos com desprezo e ira; mas nos odiará se simplesmente não atentarmos para as suas prioridades ou para o que ele pensa de nós. Há uma incompatibilidade radical entre respeito humano e a fé em Jesus Cristo.</p>
<p style="text-align: center;"><em>Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. (Mateus 6.19)</em></p>
<p><em>Extraído do Livro “Meditação para Maltrapilhos” de Brennan Manning.<br />
* Adendo meu.</em></p>
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		<title>CONSUMINDO A VIDA</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 00:12:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consumo sustentável]]></category>

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		<description><![CDATA[A avassaladora farra consumista desencadeada a partir da Revolução Industrial, potencializada com o avanço tecnológico dos meios de produção e universalizada pela mídia na era da globalização, está custando caro ao planeta. Há evidentes sinais de exaustão dos recursos naturais não-renováveis, já denunciados em sucessivos relatórios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A avassaladora farra consumista desencadeada a partir da Revolução Industrial, potencializada com o avanço tecnológico dos meios de produção e universalizada pela mídia na era da globalização, está custando caro ao planeta. Há evidentes sinais de exaustão dos recursos naturais não-renováveis, já denunciados em sucessivos relatórios do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), no estudo divulgado pela organização não-governamental WWF, segundo o qual “o consumo de recursos naturais já supera em 20% ao ano a capacidade do planeta de regenerá-los”, ou ainda no relatório “Estado do Mundo 2004”, do Worldwatch Institute, quando se afirma que “o consumismo desenfreado é a maior ameaça à humanidade”. Os pesquisadores do Worldwatch denunciam que “altos níveis de obesidade e dívidas pessoais, menos tempo livre e meio ambiente danificado são sinais de que o consumo excessivo está diminuindo a qualidade de vida de muitas pessoas.</p>
<p>O lado perverso desse consumo excessivo é que ele se restringe a uma minoria concentrada principalmente nos países ricos. Apenas 1,7 bilhões dos atuais 6,3 bilhões de pessoas que habitam o planeta tem hoje condições de consumir além das necessidades básicas. Ainda assim, a demanda por matéria-prima e energia cresce, precipitando o mundo na direção de um impasse civilizatório: ou a sociedade de consumo enfrenta o desafio da sustentabilidade, ou teremos cada vez menos água doce e limpa, menos florestas, menos solos férteis, menos espaço para a monumental produção de lixo e outros efeitos colaterais desse modelo suicida de desenvolvimento.<br />
Cada um de nós, independentemente do poder aquisitivo, pode fazer a sua parte na construção de uma nova sociedade de consumo, onde a compra de cada produto ou serviço seja precedida de alguns pequenos cuidados. Dar preferência aos fabricantes ou comerciantes comprometidos com energia limpa, redução e reaproveitamento de resíduos, reciclagem de água, responsabilidade social corporativa e outras iniciativas sustentáveis é um bom começo. Checar se o que pretendemos adquirir é realmente necessário é fundamental. O conceito de necessário varia de pessoa para pessoa; é assunto de foro íntimo. Mas, pode-se descobrir neste exercício, os sintomas de uma doença chamada oneomania, ou consumo compulsivo, que, de acordo com pesquisa do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, acomete aproximadamente 3% da população brasileira, em sua maioria mulheres. É gente que usufrui apenas do momento da compra, para muito rapidamente deixar o produto de lado e, não raro, mergulhar num sentimento de culpa. Muitos endividados que tomam empréstimos em bancos ou em agiotas são oneomaníacos.</p>
<p>O fato é que a maioria dos brasileiros simplesmente não tem a opção de consumir mais do que o necessário. De acordo com a Pesquisa de Orçamento Familiar do IBGE (POF/2003), considerando a soma dos rendimentos e das despesas das famílias brasileiras, somente naquelas em que a faixa média de renda ultrapassa os 4 mil reais por mês há algum dinheiro sobrando. Nestes casos, tem-se a opção de consumir algo mais com relativo conforto. Estamos falando de uma minoria estimada em 17 milhões de brasileiros. Por esta conta, 165 milhões estariam excluídos da farra consumista; mas não isentos do bombardeio de anúncios que abrem o apetite para sonhos de consumoirrealizáveis, e que geram muitas vezes ansiedade, angústia e frustração. A resignação é o caminho. A depressão, um risco. A violência, uma possibilidade.</p>
<p>Por tudo isso, em diversas partes do mundo celebra-se o Buy Nothing Day (“Um dia sem compras”), um protesto simbólico idealizado pela ONG canadense Adbuster Foundation Media (www.adbusters.org), que vem sugerindo nesta data uma pausa no transe de consumo. Desprezado pela grande mídia, o protesto na verdade é um alerta para a urgência de mudarmos hábitos e comportamentos fortemente arraigados em nossa cultura. No Brasil, o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente (www.akatu.net) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (www.idec.org.br) também desenvolvem campanhas alertando os consumidores. O consumo é fundamental à vida. O consumismo desequilibra a vida. Tomar partido em favor do consumo consciente, como sugerem essas organizações, é uma questão de sobrevivência.</p>
<p style="text-align: left;"><em>(* Artigo do jornalista André Trigueiro, publicado originalmente no jornal O Globo, em 27/11/2004, e também no livro “Mundo Sustentável : abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação” (Ed. Globo, 2005), do mesmo autor)</em></p>
<p><strong>CONHEÇA AS ALTERNATIVAS</strong><br />
Visite alguns sites de dois movimentos que estão organizados em nível internacional e se posicionam criticamente em relação ao atual padrão de consumo e estilo de vida:</p>
<p><strong>- Simplicidade Voluntária:<br />
</strong>http://www.simpleliving.net/</p>
<p>http://simplicidade.net/abertura.htm</p>
<p><strong>- Slow Food:<br />
</strong>http://www.slowfood.com/</p>
<p>http://www.slowfood.com.br/</p>
<p>http://www.slowfoodfoundation.com/</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save"><img src="http://ceuseterra.com/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share/Bookmark"/></a> </p>]]></content:encoded>
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		<title>Do consumo excessivo à sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 15:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[de http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/do-consumo-excessivo-a-sustentabilidade Relatório do Worldwatch Institute afirma que sociedades consumistas precisam passar por uma transformação cultural Por Fátima Cardoso, do Instituto Akatu Os seres humanos estão imersos em sistemas culturais, são moldados e restringidos por suas culturas, e em sua maioria agem somente dentro da realidade cultural das suas vidas. As normas, símbolos, valores e tradições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">de <a href="http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/do-consumo-excessivo-a-sustentabilidade">http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/do-consumo-excessivo-a-sustentabilidade</a></div>
<div></div>
<div><strong>Relatório do Worldwatch Institute afirma que sociedades consumistas precisam passar por uma transformação cultural</strong></div>
<div></div>
<div><strong><a href="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2010/01/image_mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-380" title="image_mini" src="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2010/01/image_mini.jpg" alt="" width="151" height="200" /></a>Por Fátima Cardoso, do Instituto Akatu</strong></div>
<blockquote>
<div id="_mcePaste">Os seres humanos estão imersos em sistemas culturais, são moldados e restringidos por suas culturas, e em sua maioria agem somente dentro da realidade cultural das suas vidas. As normas, símbolos, valores e tradições culturais com que uma pessoa cresce se tornam ‘naturais’. Assim, pedir para as pessoas que vivem em culturas de consumo para reduzir seu consumo é equivalente a pedir que elas parem de respirar – podem fazer isso por um momento, mas depois, sufocantes, vão inspirar novamente.</div>
</blockquote>
<div id="_mcePaste">Esse é um trecho do primeiro capítulo do relatório State of the World 2010 – Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability (Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas: do consumismo à sustentabilidade), lançado pelo Worldwatch Institute, uma organização de pesquisa americana dedicada a temas do desenvolvimento sustentável. No relatório, o consumismo é definido como “uma orientação cultural que leva as pessoas a encontrar sentido, felicidade e aceitação por aquilo que consomem”. Em outras palavras, é muito difícil que as pessoas mudem seu comportamento em relação ao consumo, mas isso é absolutamente necessário. Na opinião de Erik Assadourian, diretor do projeto e autor do primeiro capítulo, “para prosperar no futuro, as sociedades humanas terão de mudar suas culturas para que a sustentabilidade se transforme na norma e o consumo excessivo, em tabu”.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">Segundo dados do relatório, em 2006 as pessoas no mundo todo consumiram US$ 30,5 trilhões em bens e serviços, 28% a mais do que dez anos antes. Além das despesas com itens básicos, como comida e moradia, as pessoas gastam mais em bens de consumo conforme aumenta a renda. Somente em 2008, foram vendidos no mundo 68 milhões de veículos, 85 milhões de refrigeradores, 297 milhões de computadores e 1,2 bilhão de telefones celulares.<span id="more-379"></span></div>
<div>Para produzir tantos bens, é preciso usar cada vez mais recursos naturais. Entre 1950 e 2005, a produção de metais cresceu seis vezes, o consumo de petróleo subiu oito vezes e o de gás natural, 14 vezes. Atualmente, um europeu consome em média 43 quilos em recursos naturais diariamente – enquanto um americano consome 88 quilos, mais do que o próprio peso da maior parte da população.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">Além de excessivo, o consumo é desigual. Em 2006, os 65 países com maior renda, em que o consumismo é dominante, foram responsáveis por 78% dos gastos mundiais em bens e serviços, mas contam com apenas 16% da população mundial. Somente os americanos, com 5% da população mundial, ficaram com uma fatia de 32% do consumo global. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas. A pior notícia é quem nem mesmo um padrão de consumo médio, equivalente ao de países como Tailândia ou Jordânia, seria suficiente para atender igualmente os atuais 6,8 bilhões de habitantes do planeta.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>Tamanha voracidade sobre os recursos naturais do planeta são evidentemente insustentáveis. “Os padrões culturais são a causa de uma convergência sem precedentes de problemas econômicos e sociais, incluindo a mudança do clima, uma epidemia de obesidade, um enorme declínio na biodiversidade, perda de terras agricultáveis e produção de resíduos tóxicos”, afirma Erik Assadourian. A conclusão do relatório não deixa dúvidas: sem uma mudança cultural que valorize a sustentabilidade e não o consumismo, não haverá esforços governamentais ou avanços tecnológicos capazes de salvar a humanidade dos riscos ambientais e de mudanças climáticas.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>O <em>State of the World 2010</em> pode ser comprado no <a href="http://www.worldwatch.org/sow10" target="_blank">site </a>da organização. Alguns capítulos, como o primeiro, estão disponíveis gratuitamente para download.</div>
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		<title>Revista Ultimato e a Conferência do Clima, em Copenhague</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/12/09/revista-ultimato-e-a-conferencia-do-clima-em-copenhague/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 21:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[conferências]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja AQUI]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Veja <a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&amp;util=1&amp;categoria=1&amp;registro=1190">AQUI</a></p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save"><img src="http://ceuseterra.com/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share/Bookmark"/></a> </p>]]></content:encoded>
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		<title>Ligados por besouros</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 22:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ginia Bontempo</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Paula Mendes retirado com permissão de: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&#38;artigo=2464&#38;secMestre=2485&#38;sec=2497&#38;num_edicao=320 Adão e Eva viviam num mundo diferente do nosso. Usavam roupas diferentes, falavam uma língua estranha. Jesus, quando esteve na terra, certamente tinha costumes distintos dos que conhecemos. As casas eram diferentes, assim como a comida, os meios de transporte, os instrumentos musicais e as ferramentas. Moisés acharia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paula Mendes</p>
<p>retirado com permissão de: <a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&amp;artigo=2464&amp;secMestre=2485&amp;sec=2497&amp;num_edicao=320">http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&amp;artigo=2464&amp;secMestre=2485&amp;sec=2497&amp;num_edicao=320</a></p>
<p><a href="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2009/12/home_34.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-364" title="home_34" src="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2009/12/home_34.jpg" alt="home_34" width="164" height="116" /></a>Adão e Eva viviam num mundo diferente do nosso. Usavam roupas diferentes, falavam uma língua estranha.</p>
<p>Jesus, quando esteve na terra, certamente tinha costumes distintos dos que conhecemos. As casas eram diferentes, assim como a comida, os meios de transporte, os instrumentos musicais e as ferramentas.</p>
<p>Moisés acharia esquisito conviver com nossa cultura virtual ou ficar preso em um engarrafamento.</p>
<p>Se tudo fosse como era antes, se não tivéssemos “evoluído”, não haveria museus tentando reproduzir ambientes que se tornaram estranhos. E não ficaríamos tão admirados dentro deles, orgulhosos por conquistar tanto e por não viver mais de forma tão “ultrapassada”.</p>
<p>Quando olhamos para trás, quando lemos as narrativas bíblicas, poucas coisas nos ligam às histórias que lemos e que nos são tão preciosas.</p>
<p>Adão não conheceu a tecnologia que usufruímos. Não sabia o que era isqueiro, barbeador, microondas, escada rolante. Moisés provavelmente nunca tomou um banho quente, não andou de avião, não tinha e-mail nem máquina fotográfica para registrar todos os milagres que viu. Jesus não deve ter visto um prédio de mais de cinco andares, uma casa com teto solar ou um carro com tração nas quatro rodas.</p>
<p>No entanto, há algo que nos liga diretamente a eles. Adão deve ter visto as mesmas árvores que vejo hoje. As mesmas flores, os mesmos frutos, os mesmos animais.</p>
<p>Moisés viu o mesmo mar e sentiu a mesma maresia que sinto ao estar em uma praia.</p>
<p>Jesus sentiu o cheiro de terra molhada de chuva, andou por estradas poeirentas, barrentas, viu tempestades e raios, luares e pores-do-sol.</p>
<p>A criação nos une. É a terra que temos em comum. Pessoas tão distantes de mim também viram o verde da mata, o azul do céu e o colorido das flores que vejo e posso admirar.</p>
<p>Ligo-me a Adão quando contemplo um besouro, uma aranha, quando sou picada por uma formiga ou quando como uma goiaba. Ainda moro no jardim que Deus criou.</p>
<p>As coisas mudam &#8212; isso é inevitável. Provavelmente meus netos não usarão as mesmas roupas que uso. Talvez não comerão os alimentos que como, e a tecnologia que hoje uso e acho tão avançada, talvez será ultrapassada para eles.</p>
<p>Porém, eles continuarão pisando no mesmo chão, olhando as mesmas estrelas, rodeados pelas mesmas montanhas de sempre.</p>
<p>É o amor de Deus perpetuado na terra. São lembretes da soberania, da imutabilidade e da ordem do Criador, que, por saber quão instáveis, inconstantes e mutáveis somos, resolveu deixar à nossa vista as marcas de seu próprio caráter.</p>
<p>• Paula Mazzini Mendes tem 27 anos e é membro do Exército de Salvação. Atualmente estuda no Centro Evangélico de Missões e mora em Viçosa, MG.</p>
<p><a class="a2a_dd addtoany_share_save" href="http://www.addtoany.com/share_save"><img src="http://ceuseterra.com/wp-content/plugins/add-to-any/share_save_171_16.png" width="171" height="16" alt="Share/Bookmark"/></a> </p>]]></content:encoded>
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		<title>Educação Ambiental, Igreja e Diversidade</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/11/23/educacao-ambiental-igreja-e-diversidade/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 21:26:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A educação ambiental, sem dúvida, é uma ferramenta essencial quando se pensa em conscientizar ou sensibilizar a sociedade para uma ética que leve em consideração o meio. No entanto, muitas vezes, ela é entendida apenas como o ensino para a conservação do meio ambiente, sem contemplar a perspectiva socioambiental, na qual as relações entre a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A educação ambiental, sem dúvida, é uma ferramenta essencial quando se pensa em conscientizar ou sensibilizar a sociedade para uma ética que leve em consideração o meio. No entanto, muitas vezes, ela é entendida apenas como o ensino para a conservação do meio ambiente, sem contemplar a perspectiva socioambiental, na qual as relações entre a cultura, a sociedade e a natureza são observadas. Como igreja, temos, ainda, que incluir nesse processo educativo a promoção do reino de Deus em Cristo, onde se trabalha a fim de que <em>todo</em> o evangelho seja experimentado por <em>todas</em> as pessoas.</p>
<p>Uma das maneiras de se fazer educação ambiental na perspectiva socioambiental, em consonância com a missão integral legada por Cristo, é observar o DIÁLOGO COM A DIVERSIDADE. Nessa &#8220;diversidade&#8221; estão incluídas, essencialmente, as comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, pescadores, seringueiros, etc) e as pessoas com deficiência (mental, visual, auditiva, motora). Embora esse tema esteja presente nos principais tratados internacionais de educação ambiental – Agenda 21, Tratado de Educação Ambiental, Carta da Terra –, ele é ainda pouco trabalhado entre a sociedade.</p>
<p>O diálogo com a diversidade, em tal contexto, pode ser pensado como uma ação missionária, onde é necessário &#8220;encarnar-se&#8221; na cultura local, à semelhança de Jesus (Fl 2.5-8). Estabelece-se, então, uma relação de troca de experiências, em que é fundamental ouvir o grupo diferente, considerar seus saberes, suas necessidades e suas expectativas e interagir com o objetivo de promover a justiça social e a sustentabilidade ambiental.</p>
<p>Educação ambiental, igreja e diversidade não podem, portanto, ser percebidos separadamente, mas como parte de um mesmo sistema, integrado e dinâmico, de modo que um influencie o outro para a glória de Deus.</p>
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		<title>O aquífero Guarani</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/11/13/o-aquifero-guarani/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 14:26:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[aquecimento global]]></category>
		<category><![CDATA[água e saneamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Prezada Exma. Sra. Ministra Dilma Roussef, Sem o Cerrado, o aquífero Guarani morre e sem ele a agricultura morre. Não tem como mirar em uma só variável e uma só métrica, pois o problema é sistêmico e o desastre ambiental global não é causado apenas pelo aquecimento global e sim por uma série de riscos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezada Exma. Sra. Ministra Dilma Roussef,</p>
<p>Sem o Cerrado, o aquífero Guarani morre  e sem ele a agricultura morre. Não tem como mirar em uma só variável e uma só métrica, pois o problema é sistêmico e o desastre ambiental global não é causado apenas pelo aquecimento global e sim por uma série de riscos e pressões em várias frentes e por uma visão de mundo que ignora a contribuição da natureza e seus serviços para tudo existir.  O Guarani já está bem comprometido com contaminação, contas futuras que deixamos de herança para todos os netos de todos os netos. Eu não sou especialista, mas a situação do Cerrado e do Guarani é assustadora. Estive com um especialista em Bauru, um cientista, que falava comovido sobre o assunto. Como ele há vários, jamais ouvidos. Eles precisam ser ouvidos.  Os economistas precisam corrigir seu paradigma, porque essa ciência possui erros epistemológicos seríssimos identificados há mais de 60 anos. Os economistas acreditam que o sistema econômico é totalmente desvinculado do meio ambiente e que a economia pode ser maior que o planeta. Ou que o planeta é um subsistema da economia e que todos os processos econômicos, além de reversíveis, são neutros para o meio ambiente. Ou que os serviços ecológicos e recursos naturais, mesmo os tangíveis, como petróleo, metais e água, são desprezíveis e irrelevantes para explicar o crescimento econômico &#8211; e prevêem preço zero para eles, uma distorção de mercado que só será corrigida por uma mudança geral de valores que, mesmo entre os mais despertos, está ainda longe de acontecer.  O nosso atual conjunto de valores determina que quanto mais viável economicamente for uma atividade, menos viável ambientalmente ela é. Estamos perdendo muito com isso.  Esses mitos de separação da economia (e de atividades como agricultura) e meio ambiente andam a todo vapor e a rota de colisão com a Terra, cuja resposta pode ser o fim da nossa espécie animal, segue infrene. Os ecossistemas não estão aí apenas para serem lugares de expansão agrícola e econômica, eles fornecem os 20 serviços ecológicos sem os quais não estaríamos vivos, são reguladores químicos do solo, do ar e da água, sem os quais a Terra seria uma tocha incandescente. É um equilíbrio dinâmico e vivo. Como economista de formação e atuante estou profundamente convencido da necessidade de conhecermos as demais ciências, as puras, como química, física e matemática, para depois entendermos o que podemos fazer. Precisamos inclusive discutir essa conta ambiental com a comunidade internacional, porque não há um só exemplo no mundo de desenvolvimento econômico que não tenha devastado os ecossistemas e não tenha transbordado essa destruição para além de suas fronteiras, via comércio global. Esse processo já causou a maior e mais veloz extinção da vida em massa na Terra dos últimos 65 milhões de anos. É muita ingenuidade achar que essa extinção jamais irá se voltar contra os causadores.  No futuro não haverão vencedores, posto que todos nós estamos no mesmo planeta e pertencemos a mesma espécie animal, numa teia viva onde todos os seres vivos dependem de todos os seres vivos. A tarefa é árdua, parabéns pelo seu trabalho e preocupação com o futuro.</p>
<p>Atenciosamente,  Hugo Penteado</p>
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		<title>A Campanha de Evangelização da Natureza!</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/10/28/a-campanha-de-evangelizacao-da-natureza/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 17:44:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Caio Fábio “Pois todos pecaram, e todos igualmente carecem da glória de Deus”—Paulo, aos Romanos.  A globalização dos meios de produção, troca, consumo e uso de energia, todos eles produtos, agentes ou meios poluentes; bem como a tecnologia, no que uniformiza bastante a visão sistêmica de nossa Eco-web-destruição — cuidaram de nos deixar ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Caio Fábio</p>
<p>“<em><strong>Pois todos pecaram, e todos igualmente carecem da glória de Deus</strong></em>”—Paulo, aos Romanos.</p>
<p> A globalização dos meios de produção, troca, consumo e uso de energia, todos eles produtos, agentes ou meios poluentes; bem como a tecnologia, no que uniformiza bastante a visão sistêmica de nossa Eco-web-destruição — cuidaram de nos deixar ver o significado do pecado coletivo da humanidade, não como discussão moral ou de crença e dogma, mas conforme ele, o pecado, se sintomatizou na destruição da natureza; e mais: fazendo de todos nós, em alguma escala e participação, agentes fomentadores da nossa própria auto-destruição; e cada vez mais de modo consciente, porém, ininterrompível&#8230;</p>
<p>Até para escrever estas linhas me sirvo de milhares de agentes de morte a curto, médio e longo prazos.</p>
<p>Quem acende a luz está apagando mundo!</p>
<p>Tamanho é o intricamento de trevas na teia da inter-conectividade da destruição.</p>
<p>Hoje já não se precisa teologizar e nem filosofar sobre se existe mal ou pecado na natureza humana.</p>
<p>A discussão virou atmosfera, buraco na camada de ozônio, efeito estufa, derretimento polar, devastação ambiental, produção infernal de lixo, e, ante tantas previsões, tornou-se disposição calma e cínica de todos os dias repetirmos as mesmas coisas, como se tudo fosse apenas um assunto&#8230;</p>
<p>Parece que a Natureza decidiu gritar sua pregação de Romanos 8, entre gemidos, mas dizendo: “<em><strong>Pois a natureza sofre e geme até agora; esperando a libertação do jugo imposto pela vaidade, pelo pecado, pela cobiça e pelo espírito de morte, de suicídio, que governa os impulsos dos humanos!</strong></em>”</p>
<p>O testemunho de dor da Natureza chama a humanidade ao arrependimento!</p>
<p>O Salmo 19 diz que na voz da Natureza há a voz de Deus. Paulo diz em Romanos, citando o mesmo salmo, que o testemunho dessa voz de Deus é uma pregação da qual ninguém pode se esquivar, visto que pela Natureza <em><strong>por toda a Terra se faz ouvir a voz de Deus, e as Suas Palavras até aos confins da Terra</strong></em>.</p>
<p>Bem-aventurados os que fizeram alguma coisa&#8230;</p>
<p>Entretanto, é preciso saber que todos nós já estamos tão embrenhados na teia, que até para denunciar a gente tem que tragar a fumaça do inferno com uma boa dose de cafezinho nas termas do efeito estufa.</p>
<p>Agora, veja o vídeo e note como ele cria um ambiente que faz tudo o que o homem faz tornar-se alienígena; no fim, até o homem:</p>
<p><em><a href="http://vimeo.com/3437743">http://vimeo.com/3437743</a></em></p>
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		<title>População Tradicional e Educação Ambiental</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/10/06/populacao-tradicional-e-educacao-ambiental/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 19:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[O relato a seguir é de Jean de Léry, um francês que, em 1557, fez parte de um grupo que tentou estabelecer no Rio de Janeiro uma colônia com fins comerciais (Jean de Léry &#8211; Viagem a Terra do Brasil, 1557). Os índios não compreendem o mercantilismo! Os nossos tupinambás muito se admiram dos franceses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O relato a seguir é de Jean de Léry, um francês que, em 1557, fez parte de um grupo que tentou estabelecer no Rio de Janeiro uma colônia com fins comerciais (Jean de Léry &#8211; Viagem a Terra do Brasil, 1557).</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Os índios não compreendem o mercantilismo!</em></strong><em></em></p>
<p><em>Os nossos tupinambás muito se admiram dos franceses e outros estrangeiros que se deram ao trabalho ao trabalho de ir buscar seu arabutã (pau-brasil).</em></p>
<p><em>Uma vez, um velho perguntou-me: – Por que vindes vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra? </em></p>
<p><em>Respondi que tínhamos muitas, mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como supunha ele, mas dela extraíamos tinta para tingir, tal qual o faziam eles com seus cordões de algodão e suas plumas.</em></p>
<p><em>Retrucou o velho imediatamente: – E porventura precisais de muito? </em></p>
<p><em>– Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem muitos negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras marcadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados. </em></p>
<p><em>– Ah!, retrucou o selvagem, tu me contas maravilhas, acrescentando depois de bem compreender o que eu lhes dissera: mas esse homem tão rico de que me falas não morre?</em></p>
<p><em>– Sim, disse eu, morre como os outros. </em></p>
<p><em>Mas os selvagem são grandes discursadores e costumam ir em qualquer assunto até o fim. Por isso, perguntou-me de novo: – E quando morrem, pra quem fica o que deixam?</em></p>
<p><em>– Para seus filhos, se os têm, respondi. Na falta destes, para os irmãos ou parentes mais próximos.</em></p>
<p><em>– Na verdade, continuou o velho, que, como vereis, não era nenhum tolo, agora vejo que vós outros mair sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem. Não será a terra que nos nutriu suficiente para alimentá-los também? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estarmos certos de que, depois de nossa morte, a terra que nos nutriu também os nutrirá. Por isso descansamos sem maiores cuidados</em>.</p>
<p>(Revista Alvorada, n<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span> 57, p. 38, 2009)<span id="more-347"></span></p>
<p>Assim como os indígenas, todas as populações tradicionais têm muito a ensinar à sociedade contemporânea, dita civilizada, sobre um relacionamento saudável e sustentável com o meio ambiente. Infelizmente, ainda existem muitos preconceitos com esses grupos humanos, pelo fato deles não serem &#8220;civilizados&#8221;; a mesma situação acontece com o homem do campo, os &#8220;caipiras&#8221; ou àqueles que vivem de maneira mais simples.</p>
<p>O relato de Jean de Léry nos mostra que a perspectiva capitalista de consumo, sucesso e individualismo não era característica de muitas populações antigas. Sendo assim, ela, certamente, foi construída com o decorrer dos anos, atingindo a sociedade de maneira geral.</p>
<p>Acontece que, de alguma maneira, EXISTEM POVOS RESISTENTES ao <em>American way of live</em>. E é possível aprender com isso. Para quem viveu tantos anos sobrevivendo da natureza, é um desrespeito considerar as populações tradicionais simplesmente como &#8220;depredadoras&#8221; ou, então, como pessoas que devem ser incorporados ao estilo de vida moderno e engrossar o bolsão de miséria nas periferias das cidades (embora a miséria já os tenha alcançado, em muitos casos). Talvez, seja relevante ir mais além: a presença das comunidades tradicionais pode fazer o mundo &#8220;civilizado&#8221; questionar seu estilo de vida nada sustentável e buscar alternativas de vida mais simples.</p>
<p>O site do IBAMA (http://www.ibama.gov.br/resex/pop.htm) traz importantes contribuições para se analisar a interação entre as populações tradicionais e o meio ambiente:</p>
<p>&#8220;No nosso entendimento, a idéia de Populações Tradicionais está essencialmente ligada à preservação de valores, de tradições, de cultura. Ao longo da sua história, o homem através de múltiplas experiências e situações vivenciadas, tem alcançado importantes conquistas que o fazem avançar, que elevam sua dignidade de espécie humana. Acontece que o ritmo das mudanças, a velocidade das descobertas tem crescido em ritmo geométrico, nos últimos 50 anos, tornando obrigatória a consolidação de certos valores, ou então o resgate de valores que apenas são conservados por populações tradicionais; caso contrário, podem ser jogadas ao esquecimento conquistas seculares da humanidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Dois aspectos importantes devem ser levados em conta por quem trabalha com populações tradicionais: primeiro, fazer com que elas não se sintam excluídas, marginalizadas, pelo fato de terem um sistema econômico e de vida diferentes. Segundo, que as pessoas passem a incorporar o fato de serem populações tradicionais como uma opção, como uma forma positiva de vida, e não como algo do destino. O dinamismo destas populações deve levar a tal incorporação, como também a assimilar o que de positivo possam ter outro grupos humanos, sem perder os valores que fazem a essência da sua tradição&#8221;.</p>
<p>&#8220;A relação entre as populações tradicionais e o meio ambiente é positiva quando há possibilidade de manter o progresso humano, de maneira permanente até um futuro longínquo. Trata-se, portanto, de concretizar um desenvolvimento econômico sustentável, incrementando o padrão de vida material dos pobres. A pobreza e a miséria são inimigos potenciais do meio ambiente, na medida em que as necessidades de sobrevivência obrigam, muitas vezes, as populações tradicionais a agredirem o meio ambiente. Para tornar tais populações aliadas na conservação, é necessário incrementar a oferta de alimentos, a renda real, os serviços educacionais, os cuidados com a saúde etc. Isto é, torna-se necessário executar, junto com tais populações, projetos de desenvolvimento sustentável&#8221;.</p>
<p>Pelo exposto, pode-se perceber, enfim, que o diálogo deve estar aberto entre as populações tradicionais, a sociedade moderna e os educadores ambientais. Há, com certeza, muito que aprender com as populações tradicionais, assim como há muitas realidades do mundo contemporâneo que precisam estar presentes nessas comunidades para que elas possam sobreviver com dignidade. Falta, talvez, disposição da sociedade para isso e, com certeza, vontade política para a maioria dos governos.</p>
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