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	<title>Céus &#038; Terra &#187; educação ambiental</title>
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	<description>um fórum cristão sobre fé e ecologia</description>
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		<title>Do consumo excessivo à sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 15:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[de http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/do-consumo-excessivo-a-sustentabilidade Relatório do Worldwatch Institute afirma que sociedades consumistas precisam passar por uma transformação cultural Por Fátima Cardoso, do Instituto Akatu Os seres humanos estão imersos em sistemas culturais, são moldados e restringidos por suas culturas, e em sua maioria agem somente dentro da realidade cultural das suas vidas. As normas, símbolos, valores e tradições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">de <a href="http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/do-consumo-excessivo-a-sustentabilidade">http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/do-consumo-excessivo-a-sustentabilidade</a></div>
<div></div>
<div><strong>Relatório do Worldwatch Institute afirma que sociedades consumistas precisam passar por uma transformação cultural</strong></div>
<div></div>
<div><strong><a href="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2010/01/image_mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-380" title="image_mini" src="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2010/01/image_mini.jpg" alt="" width="151" height="200" /></a>Por Fátima Cardoso, do Instituto Akatu</strong></div>
<blockquote>
<div id="_mcePaste">Os seres humanos estão imersos em sistemas culturais, são moldados e restringidos por suas culturas, e em sua maioria agem somente dentro da realidade cultural das suas vidas. As normas, símbolos, valores e tradições culturais com que uma pessoa cresce se tornam ‘naturais’. Assim, pedir para as pessoas que vivem em culturas de consumo para reduzir seu consumo é equivalente a pedir que elas parem de respirar – podem fazer isso por um momento, mas depois, sufocantes, vão inspirar novamente.</div>
</blockquote>
<div id="_mcePaste">Esse é um trecho do primeiro capítulo do relatório State of the World 2010 – Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability (Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas: do consumismo à sustentabilidade), lançado pelo Worldwatch Institute, uma organização de pesquisa americana dedicada a temas do desenvolvimento sustentável. No relatório, o consumismo é definido como “uma orientação cultural que leva as pessoas a encontrar sentido, felicidade e aceitação por aquilo que consomem”. Em outras palavras, é muito difícil que as pessoas mudem seu comportamento em relação ao consumo, mas isso é absolutamente necessário. Na opinião de Erik Assadourian, diretor do projeto e autor do primeiro capítulo, “para prosperar no futuro, as sociedades humanas terão de mudar suas culturas para que a sustentabilidade se transforme na norma e o consumo excessivo, em tabu”.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">Segundo dados do relatório, em 2006 as pessoas no mundo todo consumiram US$ 30,5 trilhões em bens e serviços, 28% a mais do que dez anos antes. Além das despesas com itens básicos, como comida e moradia, as pessoas gastam mais em bens de consumo conforme aumenta a renda. Somente em 2008, foram vendidos no mundo 68 milhões de veículos, 85 milhões de refrigeradores, 297 milhões de computadores e 1,2 bilhão de telefones celulares.<span id="more-379"></span></div>
<div>Para produzir tantos bens, é preciso usar cada vez mais recursos naturais. Entre 1950 e 2005, a produção de metais cresceu seis vezes, o consumo de petróleo subiu oito vezes e o de gás natural, 14 vezes. Atualmente, um europeu consome em média 43 quilos em recursos naturais diariamente – enquanto um americano consome 88 quilos, mais do que o próprio peso da maior parte da população.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">Além de excessivo, o consumo é desigual. Em 2006, os 65 países com maior renda, em que o consumismo é dominante, foram responsáveis por 78% dos gastos mundiais em bens e serviços, mas contam com apenas 16% da população mundial. Somente os americanos, com 5% da população mundial, ficaram com uma fatia de 32% do consumo global. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas. A pior notícia é quem nem mesmo um padrão de consumo médio, equivalente ao de países como Tailândia ou Jordânia, seria suficiente para atender igualmente os atuais 6,8 bilhões de habitantes do planeta.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>Tamanha voracidade sobre os recursos naturais do planeta são evidentemente insustentáveis. “Os padrões culturais são a causa de uma convergência sem precedentes de problemas econômicos e sociais, incluindo a mudança do clima, uma epidemia de obesidade, um enorme declínio na biodiversidade, perda de terras agricultáveis e produção de resíduos tóxicos”, afirma Erik Assadourian. A conclusão do relatório não deixa dúvidas: sem uma mudança cultural que valorize a sustentabilidade e não o consumismo, não haverá esforços governamentais ou avanços tecnológicos capazes de salvar a humanidade dos riscos ambientais e de mudanças climáticas.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>O <em>State of the World 2010</em> pode ser comprado no <a href="http://www.worldwatch.org/sow10" target="_blank">site </a>da organização. Alguns capítulos, como o primeiro, estão disponíveis gratuitamente para download.</div>
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		<title>Ligados por besouros</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/12/04/ligados-por-besouros/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 22:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ginia Bontempo</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Paula Mendes retirado com permissão de: http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&#38;artigo=2464&#38;secMestre=2485&#38;sec=2497&#38;num_edicao=320 Adão e Eva viviam num mundo diferente do nosso. Usavam roupas diferentes, falavam uma língua estranha. Jesus, quando esteve na terra, certamente tinha costumes distintos dos que conhecemos. As casas eram diferentes, assim como a comida, os meios de transporte, os instrumentos musicais e as ferramentas. Moisés acharia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paula Mendes</p>
<p>retirado com permissão de: <a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&amp;artigo=2464&amp;secMestre=2485&amp;sec=2497&amp;num_edicao=320">http://www.ultimato.com.br/?pg=show_artigos&amp;artigo=2464&amp;secMestre=2485&amp;sec=2497&amp;num_edicao=320</a></p>
<p><a href="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2009/12/home_34.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-364" title="home_34" src="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2009/12/home_34.jpg" alt="home_34" width="164" height="116" /></a>Adão e Eva viviam num mundo diferente do nosso. Usavam roupas diferentes, falavam uma língua estranha.</p>
<p>Jesus, quando esteve na terra, certamente tinha costumes distintos dos que conhecemos. As casas eram diferentes, assim como a comida, os meios de transporte, os instrumentos musicais e as ferramentas.</p>
<p>Moisés acharia esquisito conviver com nossa cultura virtual ou ficar preso em um engarrafamento.</p>
<p>Se tudo fosse como era antes, se não tivéssemos “evoluído”, não haveria museus tentando reproduzir ambientes que se tornaram estranhos. E não ficaríamos tão admirados dentro deles, orgulhosos por conquistar tanto e por não viver mais de forma tão “ultrapassada”.</p>
<p>Quando olhamos para trás, quando lemos as narrativas bíblicas, poucas coisas nos ligam às histórias que lemos e que nos são tão preciosas.</p>
<p>Adão não conheceu a tecnologia que usufruímos. Não sabia o que era isqueiro, barbeador, microondas, escada rolante. Moisés provavelmente nunca tomou um banho quente, não andou de avião, não tinha e-mail nem máquina fotográfica para registrar todos os milagres que viu. Jesus não deve ter visto um prédio de mais de cinco andares, uma casa com teto solar ou um carro com tração nas quatro rodas.</p>
<p>No entanto, há algo que nos liga diretamente a eles. Adão deve ter visto as mesmas árvores que vejo hoje. As mesmas flores, os mesmos frutos, os mesmos animais.</p>
<p>Moisés viu o mesmo mar e sentiu a mesma maresia que sinto ao estar em uma praia.</p>
<p>Jesus sentiu o cheiro de terra molhada de chuva, andou por estradas poeirentas, barrentas, viu tempestades e raios, luares e pores-do-sol.</p>
<p>A criação nos une. É a terra que temos em comum. Pessoas tão distantes de mim também viram o verde da mata, o azul do céu e o colorido das flores que vejo e posso admirar.</p>
<p>Ligo-me a Adão quando contemplo um besouro, uma aranha, quando sou picada por uma formiga ou quando como uma goiaba. Ainda moro no jardim que Deus criou.</p>
<p>As coisas mudam &#8212; isso é inevitável. Provavelmente meus netos não usarão as mesmas roupas que uso. Talvez não comerão os alimentos que como, e a tecnologia que hoje uso e acho tão avançada, talvez será ultrapassada para eles.</p>
<p>Porém, eles continuarão pisando no mesmo chão, olhando as mesmas estrelas, rodeados pelas mesmas montanhas de sempre.</p>
<p>É o amor de Deus perpetuado na terra. São lembretes da soberania, da imutabilidade e da ordem do Criador, que, por saber quão instáveis, inconstantes e mutáveis somos, resolveu deixar à nossa vista as marcas de seu próprio caráter.</p>
<p>• Paula Mazzini Mendes tem 27 anos e é membro do Exército de Salvação. Atualmente estuda no Centro Evangélico de Missões e mora em Viçosa, MG.</p>
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		<title>População Tradicional e Educação Ambiental</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/10/06/populacao-tradicional-e-educacao-ambiental/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 19:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[O relato a seguir é de Jean de Léry, um francês que, em 1557, fez parte de um grupo que tentou estabelecer no Rio de Janeiro uma colônia com fins comerciais (Jean de Léry &#8211; Viagem a Terra do Brasil, 1557). Os índios não compreendem o mercantilismo! Os nossos tupinambás muito se admiram dos franceses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O relato a seguir é de Jean de Léry, um francês que, em 1557, fez parte de um grupo que tentou estabelecer no Rio de Janeiro uma colônia com fins comerciais (Jean de Léry &#8211; Viagem a Terra do Brasil, 1557).</p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Os índios não compreendem o mercantilismo!</em></strong><em></em></p>
<p><em>Os nossos tupinambás muito se admiram dos franceses e outros estrangeiros que se deram ao trabalho ao trabalho de ir buscar seu arabutã (pau-brasil).</em></p>
<p><em>Uma vez, um velho perguntou-me: – Por que vindes vós outros, mairs e perós (franceses e portugueses), buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra? </em></p>
<p><em>Respondi que tínhamos muitas, mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como supunha ele, mas dela extraíamos tinta para tingir, tal qual o faziam eles com seus cordões de algodão e suas plumas.</em></p>
<p><em>Retrucou o velho imediatamente: – E porventura precisais de muito? </em></p>
<p><em>– Sim, respondi-lhe, pois no nosso país existem muitos negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras marcadorias do que podeis imaginar e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados. </em></p>
<p><em>– Ah!, retrucou o selvagem, tu me contas maravilhas, acrescentando depois de bem compreender o que eu lhes dissera: mas esse homem tão rico de que me falas não morre?</em></p>
<p><em>– Sim, disse eu, morre como os outros. </em></p>
<p><em>Mas os selvagem são grandes discursadores e costumam ir em qualquer assunto até o fim. Por isso, perguntou-me de novo: – E quando morrem, pra quem fica o que deixam?</em></p>
<p><em>– Para seus filhos, se os têm, respondi. Na falta destes, para os irmãos ou parentes mais próximos.</em></p>
<p><em>– Na verdade, continuou o velho, que, como vereis, não era nenhum tolo, agora vejo que vós outros mair sois grandes loucos, pois atravessais o mar e sofreis grandes incômodos, como dizeis quando aqui chegais, e trabalhais tanto para amontoar riquezas para vossos filhos ou para aqueles que vos sobrevivem. Não será a terra que nos nutriu suficiente para alimentá-los também? Temos pais, mães e filhos a quem amamos; mas estarmos certos de que, depois de nossa morte, a terra que nos nutriu também os nutrirá. Por isso descansamos sem maiores cuidados</em>.</p>
<p>(Revista Alvorada, n<span style="text-decoration: underline;"><sup>o</sup></span> 57, p. 38, 2009)<span id="more-347"></span></p>
<p>Assim como os indígenas, todas as populações tradicionais têm muito a ensinar à sociedade contemporânea, dita civilizada, sobre um relacionamento saudável e sustentável com o meio ambiente. Infelizmente, ainda existem muitos preconceitos com esses grupos humanos, pelo fato deles não serem &#8220;civilizados&#8221;; a mesma situação acontece com o homem do campo, os &#8220;caipiras&#8221; ou àqueles que vivem de maneira mais simples.</p>
<p>O relato de Jean de Léry nos mostra que a perspectiva capitalista de consumo, sucesso e individualismo não era característica de muitas populações antigas. Sendo assim, ela, certamente, foi construída com o decorrer dos anos, atingindo a sociedade de maneira geral.</p>
<p>Acontece que, de alguma maneira, EXISTEM POVOS RESISTENTES ao <em>American way of live</em>. E é possível aprender com isso. Para quem viveu tantos anos sobrevivendo da natureza, é um desrespeito considerar as populações tradicionais simplesmente como &#8220;depredadoras&#8221; ou, então, como pessoas que devem ser incorporados ao estilo de vida moderno e engrossar o bolsão de miséria nas periferias das cidades (embora a miséria já os tenha alcançado, em muitos casos). Talvez, seja relevante ir mais além: a presença das comunidades tradicionais pode fazer o mundo &#8220;civilizado&#8221; questionar seu estilo de vida nada sustentável e buscar alternativas de vida mais simples.</p>
<p>O site do IBAMA (http://www.ibama.gov.br/resex/pop.htm) traz importantes contribuições para se analisar a interação entre as populações tradicionais e o meio ambiente:</p>
<p>&#8220;No nosso entendimento, a idéia de Populações Tradicionais está essencialmente ligada à preservação de valores, de tradições, de cultura. Ao longo da sua história, o homem através de múltiplas experiências e situações vivenciadas, tem alcançado importantes conquistas que o fazem avançar, que elevam sua dignidade de espécie humana. Acontece que o ritmo das mudanças, a velocidade das descobertas tem crescido em ritmo geométrico, nos últimos 50 anos, tornando obrigatória a consolidação de certos valores, ou então o resgate de valores que apenas são conservados por populações tradicionais; caso contrário, podem ser jogadas ao esquecimento conquistas seculares da humanidade&#8221;.</p>
<p>&#8220;Dois aspectos importantes devem ser levados em conta por quem trabalha com populações tradicionais: primeiro, fazer com que elas não se sintam excluídas, marginalizadas, pelo fato de terem um sistema econômico e de vida diferentes. Segundo, que as pessoas passem a incorporar o fato de serem populações tradicionais como uma opção, como uma forma positiva de vida, e não como algo do destino. O dinamismo destas populações deve levar a tal incorporação, como também a assimilar o que de positivo possam ter outro grupos humanos, sem perder os valores que fazem a essência da sua tradição&#8221;.</p>
<p>&#8220;A relação entre as populações tradicionais e o meio ambiente é positiva quando há possibilidade de manter o progresso humano, de maneira permanente até um futuro longínquo. Trata-se, portanto, de concretizar um desenvolvimento econômico sustentável, incrementando o padrão de vida material dos pobres. A pobreza e a miséria são inimigos potenciais do meio ambiente, na medida em que as necessidades de sobrevivência obrigam, muitas vezes, as populações tradicionais a agredirem o meio ambiente. Para tornar tais populações aliadas na conservação, é necessário incrementar a oferta de alimentos, a renda real, os serviços educacionais, os cuidados com a saúde etc. Isto é, torna-se necessário executar, junto com tais populações, projetos de desenvolvimento sustentável&#8221;.</p>
<p>Pelo exposto, pode-se perceber, enfim, que o diálogo deve estar aberto entre as populações tradicionais, a sociedade moderna e os educadores ambientais. Há, com certeza, muito que aprender com as populações tradicionais, assim como há muitas realidades do mundo contemporâneo que precisam estar presentes nessas comunidades para que elas possam sobreviver com dignidade. Falta, talvez, disposição da sociedade para isso e, com certeza, vontade política para a maioria dos governos.</p>
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		<title>Os limites do capital são os limites da Terra</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/01/19/os-limites-do-capital-sao-os-limites-da-terra/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 19:46:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ginia Bontempo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. A análise é de Leornado Boff, em artigo publicado pela <strong><em>Agência Carta Maior</em></strong>, 15-01-2009.</p>
<p>Eis o artigo&#8230;</p>
<p>Uma semana após o estouro da bolha econômico-financeira, no dia 23 de setembro, ocorreu o assim chamado Earth Overshoot Day , quer dizer, &#8220;o dia da ultrapassagem da Terra&#8221;. Grandes institutos que acompanham sistematicamente o estado da Terra anunciaram: a partir deste dia o consumo da humanidade ultrapassou em 40% a capacidade de suporte e regeneração do sistema-Terra. Traduzindo: a humanidade está consumindo um planeta inteiro e mais 40% dele que não existe. O resultado é a manifestação insofismável da insustentabilidade global da Terra e do sistema de produção e consumo imperante. Entramos no vermelho e assim não poderemos continuar porque não temos mais fundos para cobrir nossas dívidas ecológicas.</p>
<p>Esta notícia, alarmante e ameaçadora, ganhou apenas algumas linhas na parte internacional dos jornais, ao contrário da outra que até hoje ocupa as manchetes dos meios de comunicação e os principais noticiários de televisão. Lógico, nem poderia ser diferente. O que estrutura as sociedades mundiais, como há muitos anos o analisou Polaniy em seu famoso livro A Grande Transformação, não é nem a política nem a ética e muito menos a ecologia, mas unicamente a economia. Tudo virou mercadoria, inclusive a própria Terra. E a economia submeteu a si a política e mandou para o limbo a ética.</p>
<p>Até hoje somos castigados dia a dia a ler mais e mais relatórios e análises da crise econômico-financeira como se somente ela constituisse a realidade realmente existente. Tudo o mais é secundarizado ou silenciado.</p>
<p>A discussão dominante se restringe a esta questão: que correções importa fazer para salvar o capitalismo e regular os mercados? Assim poderíamos continuar as usual a fazer nossos negócios dentro da lógica própria do capital que é: quanto posso ganhar com o menor investimento possível, no lapso de tempo mais curto e com mais chances de aumentar o meu poder de competição e de acumulação? Tudo isso tem um preço: a delapidação da natureza e o esquecimento da solidariedade generacional para com os que virão depois de nós. Eles precisam também satisfazer suas necessidades e habitar um planeta minimamente saudável. Mas esta não é a preocupação nem o discurso dos principais atores econômicos mundiais mesmo da maioria dos Estados, como o brasileiro que, nesta questão, é administrado por analfabetos ecológicos.<span id="more-280"></span></p>
<p>Poucos são os que colocam a questão axial: afinal se trata de salvar o sistema ou resolver os problemas da humanidade? Esta é constituída em grande parte por sobreviventes de uma tribulação que não conhece pausa nem fim, provocada exatamente por um sistema econômico e por políticas que beneficiam apenas 20% da humanidade, deixando os demais 80% a comer migualhas ou entregues à sua própria sorte. Curiosamente, as vitimas que são a maioria sequer estão presentes ou representadas nos foros em que se discute o caos econômico atual. E pour cause, para o mercado são tidos como zeros econômicos, pois o que produzem e o que consomem é irrelevante para contabilidade geral do sistema.</p>
<p>A crise atual constitui uma oportunidade única de a humanidade parar, pensar, ver onde se cometeram erros, como evitá-los e que rumos novos devemos conjuntamente construir para sair da crise, preservar a natureza e projetar um horizonte de esperança, promissor para toda a comunidade de vida, incluídas as pessoas humanas. Trata-se sem mais nem menos de articular um novo padrão de produção e de consumo com uma repartição mais equânime dos benefícios naturais e tecnológicos, respeitando a capacidade de suporte de cada ecosistema, do conjunto do sistema-Terra e vivendo em harmonia com a natureza.</p>
<p>Milkahil Gorbachev, presidente da Cruz Verde Internacional e um dos principais animadores da Carta da Terra, grupo o qual pertenço, advertiu recentemente: Precisamos de um novo paradigma de civilização porque o atual chegou ao seu fim e exauriu suas possibilidades. Temos que chegar a um consenso sobre novos valores. Em 30 ou 40 anos a Terra poderá existir sem nós.</p>
<p>A busca de um novo paradigma civilizatório é condição de nossa sobrevivência como espécie. Assim como está não podemos continuar. Na última página de seu livro A era dos extremos diz enfaticamente Eric Hobsbawm: Nosso mundo corre o risco de explosão e de implosão. Tem de mudar. E o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade é a escuridão.</p>
<p>Importa entender que estamos enredados em quatro grandes crises: duas conjunturais – a econômica e a alimentar – e duas estruturais – a energética e a climática. Todas elas estão interligadas e a solução deve ser includente. Não dá para se ater apenas à questão econômica, como é predominante nos dabates atuais. Deve-se começar pelas crises estruturais pois que se não forem bem encaminhadas, tornarão insustentáveis todas as demais.</p>
<p>As crises estruturais, portanto, são as que mais atenção merecem. A crise energética revela que a matriz baseada na energia fóssil que movimenta 80% da máquina produtiva mundial tem dias contados. Ou inventamos energias alternativas ou entraremos em poucos anos num incomensurável colapso.</p>
<p>A crise climática possui traços de tragédia. Não estamos indo ao encontro dela. Já estamos dentro dela. A Terra já começou a se aquecer. A roda começou a girar e nao há mais como pará-la, apenas diminuir sua velocidade ao minimizar seus efeitos catastróficos e ao adaptar-se a ela. Bilhões e bilhões de dólares devem ser investidos anualmente para estabilzar o clima entorno de 2 a 3 graus Celsius já que seu aquecimento poderá ficar entre 1,6 a 6 graus, o que poderia configurar uma devastação gigantesca da biodiversidade e o holocausto de milhões de seres humanos.</p>
<p>De todas as formas, mesmo mitigado, este aquecimento vai produzir transtornos significativos no equilíbrio climático da Terra e provocar nos próximos anos cerca de 150-200 milhões de refugiados climáticos segundo dados fornecidos pelo atual Presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel d&#8217;Escoto, em seu discurso inaugural em meados de outubro de 2008. E estes dificilmente aceitarão o veredito de morte sobre suas vidas. Romperão fronteiras nacionais, desestabilizando politicamente muitas nações.</p>
<p>Estas duas crises estruturais vão inviabilizar o projeto do capital. Ele partia do falso pressuposto de que a Terra é uma espécie de baú do qual podemos tirar recursos indefinidamente. Hoje ficou claro que a Terra é um planeta pequeno, velho e limitado que não suporta um projeto de exploração ilimitada..</p>
<p>Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. Mas não chegaremos lá. Resta ainda lembrar que entre 1900 quando a humanidade tinha 1,6 bilhões de habitantes e 2008 com 6,7 bilhões, o consumo aumentou 16 vezes. Se os paises ricos quissessem generalizar para toda a humanidade o seu bem-estar &#8211; cálculos já foram feitos &#8211; iríamos precisar de duas Terras iguais a nossa.</p>
<p>A crise de 1929 dava por descontada a sustentabilidade da Terra. A nossa não pode mais contar com este fato e com a abundancia dos recursos naturais. Nenhuma solução meramente econômica da crise pode suprir este déficit da Terra. Não considerar este dado torna a análise manca naquilo que é a determinação fundamental e a nova centralidade.</p>
<p>Tudo isso nos convence de que a crise do capital não é crise cíclica. É crise terminal. Em 300 anos de hegemonia praticamente mundial, esse modo de produção com sua expressão política, o liberalismo, destruiu com sua voracidade desenfreada, as bases que o sustentam: a força de trabalho, substituindo-a pela máquina e a natureza devastando-a a ponto de ela não conseguir, sozinha, se auto-regenerar. Por mais estragemas que seus ideólogos vindos da tradição marxiana, keneysiana ou outras tentem inventar saídas para este corpo moribundo, elas não seráo capazes de reanimáa-lo. Suas dores não são de parto de um novo ser mas dores de um moribundo. Ele não morrerá nem hoje nem amanhã. Possui capacidade de prolongar sua agonia mas esgotou sua virtualidadae de nos oferecer um futuro dicernível. Quem o está matando não somos nós, já que não nos cabe matá-lo mas superá-lo, na boa tradição marxiana bem lembrada por Chico Oliveria em sua lúcida entrevista, mas a própria natureza e a Terra.</p>
<p>Repetimos: os limites do capitalismo são os limites da Terra. Já encostamos nestes limites tanto da Terra quanto do capitalismo. A continuar seremos destruídos por Gaia pois ela, no processo evolucionário, sempre elimina aquelas espécies que de forma persistente e continuada ameaçam a todas as demais. Nós, homo sapiens e demens, nos fizemos, na dura expressão do grande biólogo E. Wilson, o Satã da Terra, quando nossa vocação era o de sermos seu cuidador, guardião e anjo bom.</p>
<p>Para onde iremos? Nem o Papa nem o Dalai Lama, nem Barack Obama nem muito menos os economistas nos poderão apontar uma solução. Mas pelo menos podemos indicar uma direção. Se esta estiver certa, o caminho poderá fazer curvas, subir e descer e até conhecer atalhos, esta direção nos levará a uma terra na qual os seres humanos podem ainda viver humananente e tratar com cuidado, com compaixão e com amor a Terra, Pacha Mama, Nana e nossa Grande Mãe.</p>
<p>Esta direção, como tantos outros já o assinalaram, se assenta nestes cinco eixos:</p>
<p>(1) um uso sustentável, responsável e solidário dos limitados recursos e serviços da natureza;</p>
<p>(2) o valor de uso dos bens deve ter prioridade sobre seu valor de troca;</p>
<p>(3) um controle democrático deve ser construído nas relações sociais, especialmente sobre os mercados e os capitais especulativos;</p>
<p>(4) o ethos mínimo mundial deve nascer do intercâmbio multicultural, dando ênfase à ética do cuidado, da compaixão, da cooperação e da responsabilidade universal;</p>
<p>(5) a espiritualidade, como expressão da singularidade humana e não como monopólio das religiões, deve ser incentivada como uma espécie de aura benfazeja que acompanha a trajetória humana, pois ancora o ser humano e a história numa dimensão para além do espaço e do tempo, conferindo sentido à nossa curta passagem por este pequeno planeta.</p>
<p>Devemos crer, como nos ensinam os cosmólogos contemporâneos, nas virtualidades escondidas naquela Energia de fundo da qual tudo provém, que sustenta o universo, que atua por detrás de cada ser e que subjaz a todos os eventos históricos e que permite emergências surpreendentes. É do caos que nasce a nova ordem. Devemos fazer de tudo para que o atual caos não seja destrutivo mas criativo. Então sobrevivemos com o mesmo destino da Terra, a única casa comum que temos para morar.</p>
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		<title>A história das coisas</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/01/18/a-historia-das-coisas/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 16:23:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Acabo de assistir um excelente vídeo animado de 20 minutos que relata de modo criativo e provocante o ciclo do consumo e a importância disto para o meio ambiente e o bem-estar de toda a humanidade. Não perca a versão em português aqui: http://www.storyofstuff.com/international/index.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de assistir um excelente vídeo animado de 20 minutos que relata de modo criativo e provocante o ciclo do consumo e a importância disto para o meio ambiente e o bem-estar de toda a humanidade. Não perca a versão em português aqui:<br />
<a href="http://www.storyofstuff.com/international/index.html">http://www.storyofstuff.com/international/index.html</a></p>
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		<title>Precisa-se de &#8220;duas terras&#8221; para manter consumo</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2008/11/03/precisa-se-de-duas-terras-para-manter-consumo/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 02:10:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ginia Bontempo</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[FONTE: BBC Brasil &#8211; 29.10.2008 Para WWF, mundo precisará de &#8216;duas Terras&#8217; para manter consumo A demanda atual por recursos naturais ultrapassa em quase um terço o que o planeta tem condições de fornecer e, se continuar assim, em cerca de 30 anos o mundo precisará de duas Terras para que seja mantido o estilo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>FONTE: BBC Brasil &#8211; 29.10.2008</p>
<p>Para WWF, mundo precisará de &#8216;duas Terras&#8217; para manter consumo</p>
<p>A demanda atual por recursos naturais ultrapassa em quase um terço o que o planeta tem condições de fornecer e, se continuar assim, em cerca de 30 anos o mundo precisará de duas Terras para que seja mantido o estilo de vida de seus habitantes.</p>
<p>Essa é a conclusão da organização WWF no relatório Planeta Vivo 2008, preparado em conjunto com a Zoological Society, de Londres, e o Global Footprint Network.</p>
<p>De acordo com o documento, o atual nível de consumo coloca em risco a futura prosperidade do planeta com impacto no custo de alimentos, água e energia.</p>
<p>&#8220;Se a nossa demanda por recursos do planeta continuar a aumentar no mesmo ritmo, até meados dos próximos anos 30 (década entre 2030 e 2040), nós precisaremos do equivalente a dois planetas para manter o nosso estilo de vida&#8221;, disse o diretor da WWF International, James Leape.<span id="more-198"></span></p>
<p>Os ambientalistas afirmam que o planeta está em direção a uma &#8220;crise de crédito ecológica&#8221;.</p>
<p>&#8220;Os eventos dos últimos meses têm servido para mostrar que é uma tolice extrema viver além dos nossos meios&#8221;, disse o presidente internacional da WWF, Emeka Anyaoku.</p>
<p>&#8220;A crise financeira global tem sido devastadora, mas não é nada comparado à recessão ecológica que estamos enfrentando&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo Anyaoku, as perdas de cerca de US$ 2,8 trilhões sofridas pelas instituições financeiras com a crise &#8211; segundo estimativa recente do Banco da Inglaterra &#8211; são pequenas perto do equivalente a cerca de US$ 4,5 trilhões em recursos destruídos a cada ano.</p>
<p>&#8216;Devedores ecológicos&#8217;</p>
<p>O documento afirma que mais de três quartos da população do mundo vivem em países onde os níveis de consumo ultrapassam as condições de renovação ambiental.</p>
<p>Isso faz com que eles sejam &#8220;devedores ecológicos&#8221;, o que significa que estão usando recursos agrícolas, florestais e marítimos que possuem e ainda os de outros países para sustentá-los. Os países com o maior impacto no planeta são os Estados Unidos e a China, que, juntos, representam cerca de 40% da pegada ecológica do mundo &#8211; que mede a quantidade de terra e água necessária para fornecer os recursos utilizados e absorver os resíduos deixados.</p>
<p>Já outros países, como o Brasil, são &#8220;países credores ecológicos&#8221;, já que &#8220;ainda possuem mais recursos ecológicos do que consomem&#8221;, e &#8220;exportam&#8221; sua biocapacidade para os devedores. O relatório, divulgado bianualmente, traz dois indicadores da saúde da Terra. Um deles é o Índice Planeta Vivo, que reflete o estado dos ecossistemas do planeta.</p>
<p>Baseado nas populações mundiais de 1.686 espécies de vertebrados, como peixes, aves, répteis e mamíferos, esse indicador apresentou uma redução de quase 30% em apenas 35 anos. O outro índice medido no relatório Planeta Vivo é a Pegada Ecológica, que evidencia a extensão e o tipo de demanda humana por recursos naturais e sua pressão sobre os ecossistemas. A média individual mundial é de 2,7 hectares globais por ano.</p>
<p>O índice recomendado no relatório para que a biocapacidade do planeta seja suficiente para garantir uma vida sustentável seria de 2,1 hectares por ano por pessoa. No entanto, a média brasileira por pessoa já supera este patamar e está atualmente em 2,4 hectares por ano.</p>
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		<title>Não perca este novo livro&#8230;</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2008/10/31/nao-perca-este-novo-livro/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Oct 2008 14:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>

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		<description><![CDATA[      Para informações sobre a compra, é só clicar na imagem da capa&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&amp;util=1&amp;categoria=1&amp;registro=850" target="_blank"><img class="size-medium wp-image-193 alignleft" style="margin: 10px;" title="capa_jesus_terra_site" src="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2008/10/capa_jesus_terra_site-200x300.jpg" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p> </p>
<p> </p>
<p> </p>
<p>Para informações sobre a compra, é só clicar na imagem da capa&#8230;</p>
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		<title>Padre conscientiza com &#8220;novena verde&#8221;</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2008/10/05/padre-conscienta-com-nova-novena/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 15:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a experêincia de quem viu o bairro se deteriorar nos ltimos 26 anos, com o aumento de favelas, do lixo e da poluição, o padre Paulo Sergio Bezerra, de Itaquera (zona leste de São Paulo), percebeu que estava em suas mãos o papel de conscientizar seus fiéis sobre os problemas urbanos que resultam em danos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Com a experêincia de quem viu o bairro se deteriorar nos ltimos 26 anos, com o aumento de favelas, do lixo e da poluição, o padre Paulo Sergio Bezerra, de Itaquera (zona leste de São Paulo), percebeu que estava em suas mãos o papel de conscientizar seus fiéis sobre os problemas urbanos que resultam em danos ao meio ambiente.</p></blockquote>
<p>A reportagem  de Giovana Girardi e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 02-10-2008.</p>
<p>Da escola da Teologia da Libertação, o padre de 54 anos já vinha desenvolvendo um trabalho mais voltado para as questões sociais e políticas da paróquia, mas não tinha nada de ambientalista. As coisas mudaram quando ele se deu conta, de uns anos para cá, que os problemas ambientais superavam todos os outros em urgência, diante das ameaças de escassez de água e do aquecimento global.</p>
<p>Os freqentadores da igreja vivem em uma área com grandes focos de favelização em meio a remanescentes de mata atlântica, o que faz com que a ligação entre proteção ambiental e justiça social seja direta. &#8220;Quando cheguei aqui, há 26 anos, o Rio Jacu corria caudaloso, limpo, hoje virou um canal de esgoto. O lixo espalhado pelas ruas está demais, as pessoas não têm consciência sobre o problema do trânsito, só querem alcançar o sonho de ter um carro&#8230;  uma situação difícil,&#8221; explica o padre.<span id="more-182"></span></p>
<p>Movido pela preocupação de levar esses temas para uma população que vive em meio a grandes problemas ambientais e, na maioria das vezes, nem sequer os identifica ou sabe lidar com eles, mas que, ao mesmo tempo, se sente insegura com o que ouve falar sobre mudanças climáticas, por exemplo, Bezerra resolveu tomar uma atitude.</p>
<p>O primeiro alvo foi a tradicional novena, evento geralmente focado em orações, que se tornou uma ferramenta para transmitir conhecimento e tentar mobilizar a população. &#8220;Concluí que a comunidade tinha de se aprofundar nesses temas para poder agir. Queria despertar a sociedade, mas confesso que não sabia bem como,&#8221; conta.</p>
<p>Sem se intimidar, ele procurou quem sabia. Entrou em cena, então, uma prima distante, a jornalista e socióloga Maristela Bernardo, presidente do Instituto Internacional de Educação do Brasil, que há anos trabalha pela promoção do desenvolvimento sustentável no País.</p>
<p>Ela recorreu a amigos ambientalistas para montar uma semana de palestras e debates durante o ofício religioso. Foram convidadas para palestrar pessoas destacadas nessa luta, como Fábio Feldmann, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas, o jornalista André Trigueiro, especializado em ambiente, o advogado Marcelo Cardoso, do Instituto Socioambiental (ISA), e Oscar de Moraes, da Agência Nacional de Águas. A &#8220;novena verde&#8221; atraiu mais de 400 pessoas por dia que, mesmo depois de gastarem horas em viagens de ônibus e metrô para chegar ao bairro à noite, após o trabalho, se dispuseram a ouvir sobre meio ambiente. Foi apenas o primeiro passo.</p>
<p>Passado o evento, Bezerra criou na paróquia uma pastoral do meio ambiente &#8211; um grupo de oito pessoas que, com apoio de Cardoso, do ISA, busca formas de manter o tema em discussão. Uma delas foi inserir mensagens ambientais no folheto da missa dominical (são 2 mil exemplares distribuídos em 11 igrejas da região).</p>
<p>Ao lado das leituras do evangelho, os fiéis se deparam com frases que pregam reciclagem de lixo, ensinam como fazer o descarte adequado do óleo de cozinha ou de pilhas, orientam pela consumo de menos sacolas plásticas de supermercado etc. É um ensinamento novo a cada domingo.</p></div>
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		<title>Poder do consumidor pode frear mudanças climáticas e garantir sustentabilidade</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2008/09/19/poder-do-consumidor-pode-frear-mudancas-climaticas-e-garantir-sustentabilidade/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 14:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ginia Bontempo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[comércio]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[consumismo]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisas desenvolvidas no Brasil e na Inglaterra indicam que o consumidor tem papel fundamental na sustentabilidade e seu comportamento tende a influenciar as políticas públicas locais. A idéia de que apenas as grandes empresas são responsáveis pelo aquecimento global ainda persiste no mundo inteiro, mas, em paralelo, cresce a consciência de que o poder do consumidor consciente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisas desenvolvidas no Brasil e na Inglaterra indicam que o consumidor tem papel fundamental na sustentabilidade e seu comportamento tende a influenciar as políticas públicas locais.</p>
<p>A idéia de que apenas as grandes empresas são responsáveis pelo aquecimento global ainda persiste no mundo inteiro, mas, em paralelo, cresce a consciência de que o poder do consumidor consciente é decisivo para garantir a sustentabilidade.Na Inglaterra, uma pesquisa encomendada pela Confederação das Indústrias Britânicas (CBI, sigla em inglês) à empresa de consultoria McKinsey, revelou que 60% das emissões são controladas ou influenciadas pelos consumidores. O novo dado obrigou as entidades locais a repensar e reformular as políticas traçadas para atingir a meta do governo britânico de 60% de redução, em relação aos níveis de 1990, das emissões de gases de efeito estufa até 2050. </p>
<p>“O dado mudou substancialmente a perspectiva de ações que o país vinha seguindo. O foco principal agora é o consumidor. É sobre ele que o setor privado e o governo precisam trabalhar para garantir a sustentabilidade”, afirmou Martin Broughton, presidente da CBI, que no dia 2 de setembro, presidiu o lançamento no Brasil do relatório “Mudanças climáticas: um assunto de todos”.</p>
<p>Broughton afirmou que, na Inglaterra, cresce o número de indústrias sustentáveis, além de outras que demonstram interesse em se tornar ambientalmente corretas. Ainda assim, insistiu que ainda é grande o número das que ainda estão longe dessa realidade. “Percebemos que pela demanda, ou seja, se o consumidor escolher empresas ambientalmente responsáveis para comprar, a humanidade estará garantindo uma economia de carbono limpo”, garantiu.<span id="more-170"></span></p>
<p>A CBI reúne algumas das maiores empresas britânicas, entre elas, a BP, a Shell e a British Airways. Juntas elas emitem cerca de 370 milhões de toneladas de CO2 por ano e empregam quase 2 milhões de pessoas ao redor do mundo, gerando uma receita anual equivalente a três trilhões de reais. “Os números da CBI já são consideráveis para pensarmos em resultados expressivos, mas queremos ir mais longe, conscientizando mais pessoas”, afirmou Broughton. </p>
<p>Segundo o relatório, 35% das emissões são controladas diretamente pelo consumidor, seja no aquecimento das casas, no uso de automóveis particulares e outros meios de transporte e no consumo de energia elétrica em domicílios. O varejo, alimentação e bebidas, atacado e a agricultura representam 25% das emissões. Os restantes 40% dos gases são emitidos na  fabricação de bens, mineração de carvão e transporte de carga.</p>
<p><strong>Brasil</strong></p>
<p>O relatório britânico não revela números da conscientização dos consumidores ingleses, mas no Brasil, um número considerável de pessoas tem em um nível elevado de consciência dos impactos na hora de fazer suas escolhas de consumo. A pesquisa “Como e por que os brasileiros praticam o consumo consciente?”, divulgada pelo Akatu em março de 2007, revela que um em cada três brasileiros percebe os impactos coletivos ou de longo prazo nas decisões de consumo. Segundo o estudo, cresceu em 7 pontos percentuais – de 36% em 2005 para 43% em 2006 – a proporção de consumidores que usam seu poder de compra e de comunicação para premiar empresas que tenham práticas adequadas de responsabilidade social e ambiental.</p>
<p>Para José Augusto Coelho Fernandes, diretor executivo da Confederação Nacional das Indústrias, apesar de realidades diferentes (no Brasil, 45% da energia é renovável e na União Européia, apenas 20%) através do relatório “é possível verificar a existência de pontos de ação em comum, como a internalização de medidas de sustentabilidade no DNA do ciclo produtivo das empresas e a educação da comunidade”.</p>
<p><strong>Políticas Públicas no Brasil</strong></p>
<p>É com base no reconhecimento do papel determinante do consumidor na preservação do planeta que uma parceria entre organizações brasileiras que trabalham em defesa da sustentabilidade realiza até 20 de setembro, uma consulta à sociedade civil com o objetivo de angariar contribuições para a formulação de uma Política Nacional de Mudanças Climáticas a ser apresentada ao Congresso Nacional em novembro próximo. Segundo o ambientalista Fábio Feldmann, membro do Conselho Consultivo do Instituto Akatu e um dos integrantes da parceria, “não se trata de um projeto de lei, já que existe um processo em curso no Congresso Nacional, mas da construção de um documento que possa contribuir para este processo, com inovações e sugestões provenientes da sociedade civil organizada”.</p>
<p>Para Feldmann, um dos grandes diferenciais da iniciativa é a sua forte aposta em medidas de adaptação, ou seja, o projeto pretende exigir do governo respostas concretas e permanentes, em forma de lei, para os brasileiros que já estão sofrendo efeitos diretos das mudanças climáticas. “Precisamos criar um mecanismo legal para cobrar do governo a eficiência nas áreas de defesa civil, por exemplo, ou a assistência de reparação de prejuízos econômicos e sociais decorrentes das mudanças climáticas”, afirmou.</p>
<p>Idéias e sugestões podem ser enviadas por meio do Observatório do Clima (www.oc.org.br).</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Chiclete e Passarinhos&#8230; (Alerta!)</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2008/09/16/chiclete-e-passarinhos-alerta/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Sep 2008 16:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ginia Bontempo</dc:creator>
				<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[pássaros]]></category>

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		<description><![CDATA[Chiclete&#8230; embrulhe antes de jogar fora!  Uma aula de Ecologia!  Atraídos pelo cheiro adocicado e pelo sabor de fruta, os passarinhos estão comendo restos de chicletes, deixados ou atirados irresponsavelmente por aí, em qualquer lugar&#8230;  Ao sentirem o chiclete grudando em seu biquinho, tentam, desesperados, retirá-lo com os pés, porém, não conseguem&#8230;  E aí, acontece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chiclete&#8230; embrulhe antes de jogar fora! </p>
<p>Uma aula de Ecologia! </p>
<p>Atraídos pelo cheiro adocicado e pelo sabor de fruta, os passarinhos estão comendo restos de chicletes, deixados ou atirados irresponsavelmente por aí, em qualquer lugar&#8230; </p>
<p>Ao sentirem o chiclete grudando em seu biquinho, tentam, desesperados, retirá-lo com os pés, porém, não conseguem&#8230; </p>
<p>E aí, acontece o pior: acabam morrendo sufocados, asfixiados, ou ainda, enforcados&#8230; </p>
<p>O Globo Repórter já mostrou isso numa reportagem, orientando a todos, como se faz! </p>
<p>Simplesmente, embrulhem-no num pedaço de papel e joguem-no no lixo&#8230; </p>
<p>Só assim, evitaremos que o pior aconteça a essas delicadas criaturas de Deus, um presente que D&#8217;Ele recebemos! </p>
<p>Vamos colaborar com estes maravilhosos seres da natureza!!!  </p>
<p>As crianças, principalmente, devem ser conscientizadas disso&#8230; </p>
<p>A natureza , nossos olhos e ouvidos agradecem!!!</p>
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