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	<title>Céus &#038; Terra &#187; ação</title>
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	<description>um fórum cristão sobre fé e ecologia</description>
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		<title>Do consumo excessivo à sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 15:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[de http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/do-consumo-excessivo-a-sustentabilidade Relatório do Worldwatch Institute afirma que sociedades consumistas precisam passar por uma transformação cultural Por Fátima Cardoso, do Instituto Akatu Os seres humanos estão imersos em sistemas culturais, são moldados e restringidos por suas culturas, e em sua maioria agem somente dentro da realidade cultural das suas vidas. As normas, símbolos, valores e tradições [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste">de <a href="http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/do-consumo-excessivo-a-sustentabilidade">http://www.akatu.org.br/central/especiais/2010/do-consumo-excessivo-a-sustentabilidade</a></div>
<div></div>
<div><strong>Relatório do Worldwatch Institute afirma que sociedades consumistas precisam passar por uma transformação cultural</strong></div>
<div></div>
<div><strong><a href="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2010/01/image_mini.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-380" title="image_mini" src="http://ceuseterra.com/wp-content/uploads/2010/01/image_mini.jpg" alt="" width="151" height="200" /></a>Por Fátima Cardoso, do Instituto Akatu</strong></div>
<blockquote>
<div id="_mcePaste">Os seres humanos estão imersos em sistemas culturais, são moldados e restringidos por suas culturas, e em sua maioria agem somente dentro da realidade cultural das suas vidas. As normas, símbolos, valores e tradições culturais com que uma pessoa cresce se tornam ‘naturais’. Assim, pedir para as pessoas que vivem em culturas de consumo para reduzir seu consumo é equivalente a pedir que elas parem de respirar – podem fazer isso por um momento, mas depois, sufocantes, vão inspirar novamente.</div>
</blockquote>
<div id="_mcePaste">Esse é um trecho do primeiro capítulo do relatório State of the World 2010 – Transforming Cultures: From Consumerism to Sustainability (Estado do Mundo 2010 – Transformando Culturas: do consumismo à sustentabilidade), lançado pelo Worldwatch Institute, uma organização de pesquisa americana dedicada a temas do desenvolvimento sustentável. No relatório, o consumismo é definido como “uma orientação cultural que leva as pessoas a encontrar sentido, felicidade e aceitação por aquilo que consomem”. Em outras palavras, é muito difícil que as pessoas mudem seu comportamento em relação ao consumo, mas isso é absolutamente necessário. Na opinião de Erik Assadourian, diretor do projeto e autor do primeiro capítulo, “para prosperar no futuro, as sociedades humanas terão de mudar suas culturas para que a sustentabilidade se transforme na norma e o consumo excessivo, em tabu”.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">Segundo dados do relatório, em 2006 as pessoas no mundo todo consumiram US$ 30,5 trilhões em bens e serviços, 28% a mais do que dez anos antes. Além das despesas com itens básicos, como comida e moradia, as pessoas gastam mais em bens de consumo conforme aumenta a renda. Somente em 2008, foram vendidos no mundo 68 milhões de veículos, 85 milhões de refrigeradores, 297 milhões de computadores e 1,2 bilhão de telefones celulares.<span id="more-379"></span></div>
<div>Para produzir tantos bens, é preciso usar cada vez mais recursos naturais. Entre 1950 e 2005, a produção de metais cresceu seis vezes, o consumo de petróleo subiu oito vezes e o de gás natural, 14 vezes. Atualmente, um europeu consome em média 43 quilos em recursos naturais diariamente – enquanto um americano consome 88 quilos, mais do que o próprio peso da maior parte da população.</div>
<div></div>
<div id="_mcePaste">Além de excessivo, o consumo é desigual. Em 2006, os 65 países com maior renda, em que o consumismo é dominante, foram responsáveis por 78% dos gastos mundiais em bens e serviços, mas contam com apenas 16% da população mundial. Somente os americanos, com 5% da população mundial, ficaram com uma fatia de 32% do consumo global. Se todos vivessem como os americanos, o planeta só comportaria uma população de 1,4 bilhão de pessoas. A pior notícia é quem nem mesmo um padrão de consumo médio, equivalente ao de países como Tailândia ou Jordânia, seria suficiente para atender igualmente os atuais 6,8 bilhões de habitantes do planeta.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>Tamanha voracidade sobre os recursos naturais do planeta são evidentemente insustentáveis. “Os padrões culturais são a causa de uma convergência sem precedentes de problemas econômicos e sociais, incluindo a mudança do clima, uma epidemia de obesidade, um enorme declínio na biodiversidade, perda de terras agricultáveis e produção de resíduos tóxicos”, afirma Erik Assadourian. A conclusão do relatório não deixa dúvidas: sem uma mudança cultural que valorize a sustentabilidade e não o consumismo, não haverá esforços governamentais ou avanços tecnológicos capazes de salvar a humanidade dos riscos ambientais e de mudanças climáticas.</div>
<div id="_mcePaste"></div>
<div>O <em>State of the World 2010</em> pode ser comprado no <a href="http://www.worldwatch.org/sow10" target="_blank">site </a>da organização. Alguns capítulos, como o primeiro, estão disponíveis gratuitamente para download.</div>
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		<title>Detergente ecológico</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/04/26/detergente-ecologico/</link>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 21:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ginia Bontempo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[água e saneamento]]></category>

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		<description><![CDATA[Ingredientes:  - Seis litros de água;  - Um pedaço de sabão de coco neutro;  - Dois limões;  - Quatro colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável)  Preparo:  - Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, em um litro de água;  - Depois, acrescente cinco litros de água fria;  - Em seguida, esprema os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ingredientes:</strong> </p>
<p>- Seis litros de água; <br />
- Um pedaço de sabão de coco neutro; <br />
- Dois limões; <br />
- Quatro colheres de sopa de amoníaco (que é biodegradável) </p>
<p><strong>Preparo:</strong> <br />
- Derreta o sabão de coco, picado ou ralado, em um litro de água; <br />
- Depois, acrescente cinco litros de água fria; <br />
- Em seguida, esprema os limões. Por último, despeje o amoníaco e misture bem; <br />
- Guarde o produto resultante em garrafas. <br />
- Não esqueça de etiquetá-las para que ninguém confunda o produto </p>
<p><strong>Desinfetante para banheiro</strong> </p>
<p>1 litro de Álcool (de preferência 70º) <br />
4 litros de água <br />
1 Sabão Caseiro <br />
Folhas de Eucalipto <br />
Deixar as folhas de eucalipto de molho no álcool por 2 dias. Ferver 1 litro de água com o sabão ralado, até dissolver. Juntar a água e a essência de eucalipto. Engarrafar. </p>
<p><em>Fontes: Portal <a>Ecoeducar</a> e site do <a>Ipema Brasil</a></em></p>
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		<title>Os limites do capital são os limites da Terra</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2009/01/19/os-limites-do-capital-sao-os-limites-da-terra/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Jan 2009 19:46:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ginia Bontempo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. A análise é de Leornado Boff, em artigo publicado pela <strong><em>Agência Carta Maior</em></strong>, 15-01-2009.</p>
<p>Eis o artigo&#8230;</p>
<p>Uma semana após o estouro da bolha econômico-financeira, no dia 23 de setembro, ocorreu o assim chamado Earth Overshoot Day , quer dizer, &#8220;o dia da ultrapassagem da Terra&#8221;. Grandes institutos que acompanham sistematicamente o estado da Terra anunciaram: a partir deste dia o consumo da humanidade ultrapassou em 40% a capacidade de suporte e regeneração do sistema-Terra. Traduzindo: a humanidade está consumindo um planeta inteiro e mais 40% dele que não existe. O resultado é a manifestação insofismável da insustentabilidade global da Terra e do sistema de produção e consumo imperante. Entramos no vermelho e assim não poderemos continuar porque não temos mais fundos para cobrir nossas dívidas ecológicas.</p>
<p>Esta notícia, alarmante e ameaçadora, ganhou apenas algumas linhas na parte internacional dos jornais, ao contrário da outra que até hoje ocupa as manchetes dos meios de comunicação e os principais noticiários de televisão. Lógico, nem poderia ser diferente. O que estrutura as sociedades mundiais, como há muitos anos o analisou Polaniy em seu famoso livro A Grande Transformação, não é nem a política nem a ética e muito menos a ecologia, mas unicamente a economia. Tudo virou mercadoria, inclusive a própria Terra. E a economia submeteu a si a política e mandou para o limbo a ética.</p>
<p>Até hoje somos castigados dia a dia a ler mais e mais relatórios e análises da crise econômico-financeira como se somente ela constituisse a realidade realmente existente. Tudo o mais é secundarizado ou silenciado.</p>
<p>A discussão dominante se restringe a esta questão: que correções importa fazer para salvar o capitalismo e regular os mercados? Assim poderíamos continuar as usual a fazer nossos negócios dentro da lógica própria do capital que é: quanto posso ganhar com o menor investimento possível, no lapso de tempo mais curto e com mais chances de aumentar o meu poder de competição e de acumulação? Tudo isso tem um preço: a delapidação da natureza e o esquecimento da solidariedade generacional para com os que virão depois de nós. Eles precisam também satisfazer suas necessidades e habitar um planeta minimamente saudável. Mas esta não é a preocupação nem o discurso dos principais atores econômicos mundiais mesmo da maioria dos Estados, como o brasileiro que, nesta questão, é administrado por analfabetos ecológicos.<span id="more-280"></span></p>
<p>Poucos são os que colocam a questão axial: afinal se trata de salvar o sistema ou resolver os problemas da humanidade? Esta é constituída em grande parte por sobreviventes de uma tribulação que não conhece pausa nem fim, provocada exatamente por um sistema econômico e por políticas que beneficiam apenas 20% da humanidade, deixando os demais 80% a comer migualhas ou entregues à sua própria sorte. Curiosamente, as vitimas que são a maioria sequer estão presentes ou representadas nos foros em que se discute o caos econômico atual. E pour cause, para o mercado são tidos como zeros econômicos, pois o que produzem e o que consomem é irrelevante para contabilidade geral do sistema.</p>
<p>A crise atual constitui uma oportunidade única de a humanidade parar, pensar, ver onde se cometeram erros, como evitá-los e que rumos novos devemos conjuntamente construir para sair da crise, preservar a natureza e projetar um horizonte de esperança, promissor para toda a comunidade de vida, incluídas as pessoas humanas. Trata-se sem mais nem menos de articular um novo padrão de produção e de consumo com uma repartição mais equânime dos benefícios naturais e tecnológicos, respeitando a capacidade de suporte de cada ecosistema, do conjunto do sistema-Terra e vivendo em harmonia com a natureza.</p>
<p>Milkahil Gorbachev, presidente da Cruz Verde Internacional e um dos principais animadores da Carta da Terra, grupo o qual pertenço, advertiu recentemente: Precisamos de um novo paradigma de civilização porque o atual chegou ao seu fim e exauriu suas possibilidades. Temos que chegar a um consenso sobre novos valores. Em 30 ou 40 anos a Terra poderá existir sem nós.</p>
<p>A busca de um novo paradigma civilizatório é condição de nossa sobrevivência como espécie. Assim como está não podemos continuar. Na última página de seu livro A era dos extremos diz enfaticamente Eric Hobsbawm: Nosso mundo corre o risco de explosão e de implosão. Tem de mudar. E o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade é a escuridão.</p>
<p>Importa entender que estamos enredados em quatro grandes crises: duas conjunturais – a econômica e a alimentar – e duas estruturais – a energética e a climática. Todas elas estão interligadas e a solução deve ser includente. Não dá para se ater apenas à questão econômica, como é predominante nos dabates atuais. Deve-se começar pelas crises estruturais pois que se não forem bem encaminhadas, tornarão insustentáveis todas as demais.</p>
<p>As crises estruturais, portanto, são as que mais atenção merecem. A crise energética revela que a matriz baseada na energia fóssil que movimenta 80% da máquina produtiva mundial tem dias contados. Ou inventamos energias alternativas ou entraremos em poucos anos num incomensurável colapso.</p>
<p>A crise climática possui traços de tragédia. Não estamos indo ao encontro dela. Já estamos dentro dela. A Terra já começou a se aquecer. A roda começou a girar e nao há mais como pará-la, apenas diminuir sua velocidade ao minimizar seus efeitos catastróficos e ao adaptar-se a ela. Bilhões e bilhões de dólares devem ser investidos anualmente para estabilzar o clima entorno de 2 a 3 graus Celsius já que seu aquecimento poderá ficar entre 1,6 a 6 graus, o que poderia configurar uma devastação gigantesca da biodiversidade e o holocausto de milhões de seres humanos.</p>
<p>De todas as formas, mesmo mitigado, este aquecimento vai produzir transtornos significativos no equilíbrio climático da Terra e provocar nos próximos anos cerca de 150-200 milhões de refugiados climáticos segundo dados fornecidos pelo atual Presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel d&#8217;Escoto, em seu discurso inaugural em meados de outubro de 2008. E estes dificilmente aceitarão o veredito de morte sobre suas vidas. Romperão fronteiras nacionais, desestabilizando politicamente muitas nações.</p>
<p>Estas duas crises estruturais vão inviabilizar o projeto do capital. Ele partia do falso pressuposto de que a Terra é uma espécie de baú do qual podemos tirar recursos indefinidamente. Hoje ficou claro que a Terra é um planeta pequeno, velho e limitado que não suporta um projeto de exploração ilimitada..</p>
<p>Em 1961 precisávamos de metade da Terra para atender as demandas humanas. Em 1981 empatávamos: precisávamos de um Terra inteira. Em 1995 já ultrapassamos em 10% de sua capacidade de regeneração, mas era ainda suportável. Em 2008 passamos de 40% e a Terra está dando sinais inequívocos de que já não agüenta mais. Se mantivermos o crescimento do PIB mundial entre 2-3% ao ano, em 2050 vamos precisar de duas Terras, o que é impossível. Mas não chegaremos lá. Resta ainda lembrar que entre 1900 quando a humanidade tinha 1,6 bilhões de habitantes e 2008 com 6,7 bilhões, o consumo aumentou 16 vezes. Se os paises ricos quissessem generalizar para toda a humanidade o seu bem-estar &#8211; cálculos já foram feitos &#8211; iríamos precisar de duas Terras iguais a nossa.</p>
<p>A crise de 1929 dava por descontada a sustentabilidade da Terra. A nossa não pode mais contar com este fato e com a abundancia dos recursos naturais. Nenhuma solução meramente econômica da crise pode suprir este déficit da Terra. Não considerar este dado torna a análise manca naquilo que é a determinação fundamental e a nova centralidade.</p>
<p>Tudo isso nos convence de que a crise do capital não é crise cíclica. É crise terminal. Em 300 anos de hegemonia praticamente mundial, esse modo de produção com sua expressão política, o liberalismo, destruiu com sua voracidade desenfreada, as bases que o sustentam: a força de trabalho, substituindo-a pela máquina e a natureza devastando-a a ponto de ela não conseguir, sozinha, se auto-regenerar. Por mais estragemas que seus ideólogos vindos da tradição marxiana, keneysiana ou outras tentem inventar saídas para este corpo moribundo, elas não seráo capazes de reanimáa-lo. Suas dores não são de parto de um novo ser mas dores de um moribundo. Ele não morrerá nem hoje nem amanhã. Possui capacidade de prolongar sua agonia mas esgotou sua virtualidadae de nos oferecer um futuro dicernível. Quem o está matando não somos nós, já que não nos cabe matá-lo mas superá-lo, na boa tradição marxiana bem lembrada por Chico Oliveria em sua lúcida entrevista, mas a própria natureza e a Terra.</p>
<p>Repetimos: os limites do capitalismo são os limites da Terra. Já encostamos nestes limites tanto da Terra quanto do capitalismo. A continuar seremos destruídos por Gaia pois ela, no processo evolucionário, sempre elimina aquelas espécies que de forma persistente e continuada ameaçam a todas as demais. Nós, homo sapiens e demens, nos fizemos, na dura expressão do grande biólogo E. Wilson, o Satã da Terra, quando nossa vocação era o de sermos seu cuidador, guardião e anjo bom.</p>
<p>Para onde iremos? Nem o Papa nem o Dalai Lama, nem Barack Obama nem muito menos os economistas nos poderão apontar uma solução. Mas pelo menos podemos indicar uma direção. Se esta estiver certa, o caminho poderá fazer curvas, subir e descer e até conhecer atalhos, esta direção nos levará a uma terra na qual os seres humanos podem ainda viver humananente e tratar com cuidado, com compaixão e com amor a Terra, Pacha Mama, Nana e nossa Grande Mãe.</p>
<p>Esta direção, como tantos outros já o assinalaram, se assenta nestes cinco eixos:</p>
<p>(1) um uso sustentável, responsável e solidário dos limitados recursos e serviços da natureza;</p>
<p>(2) o valor de uso dos bens deve ter prioridade sobre seu valor de troca;</p>
<p>(3) um controle democrático deve ser construído nas relações sociais, especialmente sobre os mercados e os capitais especulativos;</p>
<p>(4) o ethos mínimo mundial deve nascer do intercâmbio multicultural, dando ênfase à ética do cuidado, da compaixão, da cooperação e da responsabilidade universal;</p>
<p>(5) a espiritualidade, como expressão da singularidade humana e não como monopólio das religiões, deve ser incentivada como uma espécie de aura benfazeja que acompanha a trajetória humana, pois ancora o ser humano e a história numa dimensão para além do espaço e do tempo, conferindo sentido à nossa curta passagem por este pequeno planeta.</p>
<p>Devemos crer, como nos ensinam os cosmólogos contemporâneos, nas virtualidades escondidas naquela Energia de fundo da qual tudo provém, que sustenta o universo, que atua por detrás de cada ser e que subjaz a todos os eventos históricos e que permite emergências surpreendentes. É do caos que nasce a nova ordem. Devemos fazer de tudo para que o atual caos não seja destrutivo mas criativo. Então sobrevivemos com o mesmo destino da Terra, a única casa comum que temos para morar.</p>
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		<title>Sensibilização ambiental</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2008/10/17/sensibilizacao-ambiental/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Oct 2008 14:21:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Giuliana Reginatto e Cecilia Nascimento &#8211; São Paulo Para que o Planeta Terra e, dentro dele, o Brasil, continuem a ser habitáveis para as próximas gerações, é preciso abandonar valores externos, que servem a outras nações, mas ferem a individualidade nacional. O principal deles, segundo especialistas em meio ambiente, é o padrão de consumismo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Giuliana Reginatto e Cecilia Nascimento &#8211; São Paulo</em></p>
<p>Para que o Planeta Terra e, dentro dele, o Brasil, continuem a ser habitáveis para as próximas gerações, é preciso abandonar valores externos, que servem a outras nações, mas ferem a individualidade nacional. O principal deles, segundo especialistas em meio ambiente, é o padrão de consumismo aprendido há décadas com os EUA. Em suaves prestações, a conta dessa dependência cultural começa a ser paga: modos de vida que o País é incapaz de sustentar sem depredar os próprios recursos.</p>
<p>&#8220;No Brasil, o consumo está relacionado ao status, faz o sujeito se identificar com a classe média. Isso reflete a baixa auto-estima do brasileiro. É uma noção de bastardia, um complexo de povo colonizado que se arrasta desde os tempos da Metrópole portuguesa&#8221;, analisa o sociólogo e antropólogo Maurício Waldman, doutor em geografia.</p>
<p>Waldman trabalha diante do computador, mora perto da Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo, e adora carne &#8211; embora tenha reduzido o consumo: não pairam sobre ele imagens sempre associadas a ambientalistas importantes: &#8216;bicho-grilo&#8217;, vegetariano ou habitante de alguma vila paradisíaca do Nordeste. &#8220;Preservar a natureza não é ser &#8216;ecochato&#8217;. Simplesmente não há Planeta para criar tanto boi, não há espaço para descartar tanto lixo. As pessoas terão de rever os padrões de consumo. Não basta só se engajar em movimentos a favor dos golfinhos.&#8221;<span id="more-190"></span></p>
<p>Sem carro há nove anos, Waldman alterna passeios a pé e de bicicleta. &#8220;Quando é necessário uso o transporte público, não sou radical, mas venho diminuindo o impacto ambiental que mais um automóvel provocaria na cidade. O Denatran calcula que em 2050 serão 5 bilhões de carros. A Terra tem 6 bilhões de pessoas, será uma situação insustentável, não há ar que resista. E não se faz ecologia só com boas intenções.&#8221;</p>
<p>Para facilitar seu cotidiano em São Paulo , Waldman optou por trabalhar em  casa. Assim, controla melhor o fluxo de produtos consumidos pela família: da compra ao descarte. &#8220;O Brasil responde por 6,89% do lixo domiciliar mundial, quase o dobro do aceitável. Nosso agravante é cultural: há uma falsa idéia de fartura, de recursos abundantes, como se nada fosse terminar. São observações simplórias sobre o assunto. Não basta fechar a torneira para economizar água. É preciso escolher alimentos que consumam pouca água na fabricação. Um quilo de carne vermelha consome 100 litros, o suficiente para se tomar banho por quatro anos e meio.&#8221;</p>
<p>Diretora técnica do Programa USP Recicla, a geógrafa Beth Lima também enfatiza a idéia de co-responsabilização do cidadão pelo impacto que ele provoca no ambiente. &#8220;É preciso trabalhar os costumes. Historicamente, sempre foi delegado a alguém cuidar do lixo: do gari que varre ao caminhão que coleta. Ninguém parece sentir-se responsável pelo destino final do produto comprado. Observa-se só a praticidade e as facilidades do produto, mas a responsabilidade do consumidor deveria se estender da compra até o descarte de seus resíduos. Essa é uma percepção a ser trabalhada com as novas gerações &#8220;, diz.</p>
<p><strong>Infância ecológica</strong></p>
<p>&#8220;Fecha a torneira, não vai ter água quando eu crescer!&#8221; Quem pede é Pedro, de três anos, um representante dessa nova geração que começa a olhar diferente para a natureza que há em volta. &#8220;Sempre que vê a torneira aberta ele diz isso. Também aprendeu a limpar o lixo: lava os potinhos e coloca no reciclado. Recentemente, ganhou um kit de jardinagem e agora brinca de escolher ervas culinárias na chácara do avô para plantarmos em nosso apartamento&#8221;, conta a mãe dele, Elisabete Giomo, 36 anos. Consumir alimentos cultivados em casa e outras práticas comuns no passado, como usar fraldas de pano e fabricar sabão à base de óleo, encontram resistência no Brasil apesar de conquistarem grande público na Europa. Não é à toa que certas alternativas ecológicas, como os coletores menstruais de silicone, reutilizáveis por dois anos, nem existem por aqui.<br />
Na Internet, o inglês MoonCup (www.mooncup.co.uk/) e o finlandês Lunette (www.lunette.fi/english_index.html), são algumas das marcas disponíveis. Pode parecer idéia do tempo da vovozinha, mas é também daquela época um Rio Tietê, famoso no Brasil inteiro pelo mau cheiro atualmente, no qual se podia nadar e um céu menos cinza nos dias de verão.</p>
<p><strong>Por que eles ameaçam o meio ambiente</strong>?</p>
<p>ÓLEO</p>
<p>De acordo com Sabesp, 1 litro de óleo de cozinha é capaz de poluir 1 milhão de litros de água. Antes de jogá-lo ralo abaixo, saiba que é um dos principais responsáveis por entupimentos. De volta aos rios, por ser mais leve, fica na superfície, impedindo a oxigenação da água e causando a morte dos peixes. O melhor é reservá-lo em garrafas pet. Na Grande São Paulo, o Instituto Triângulo recolhe óleo gratuitamente. Basta ligar: (11) 4991-1112.</p>
<p>PLÁSTICO</p>
<p>O material em plástico pode levar até 100 anos para se degradar na natureza e acaba poluindo as águas. Um dos produtos preocupantes é a sacolinha plástica: em São  Paulo, os ambientalistas estimam que elas correspondam a 18% das 15 mil toneladas de lixo produzidas diariamente. Em 2007, a Prefeitura de São Paulo criou a campanha &#8216;Eu não sou de plástico&#8217;, para promover o uso das sacolas de pano. Em alguns países, como o Canadá, as sacolas de plástico já são proibidas.</p>
<p>CARNE</p>
<p>Produzir uma libra de proteína de carne requer até 16 vezes mais água do que produzir a quantidade equivalente de proteína vegetal. Além de contribuir para a escassez de água, a pecuária estimula o desmatamento e o efeito estufa. Quase a metade da massa de terra do Globo é usada como pasto. Segundo a ONU, a produção de carne pode agravar a fome no mundo ao desviar grãos e terras férteis para sustentar gado ao invés de pessoas.</p>
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		<title>Padre conscientiza com &#8220;novena verde&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Oct 2008 15:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[fé]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a experêincia de quem viu o bairro se deteriorar nos ltimos 26 anos, com o aumento de favelas, do lixo e da poluição, o padre Paulo Sergio Bezerra, de Itaquera (zona leste de São Paulo), percebeu que estava em suas mãos o papel de conscientizar seus fiéis sobre os problemas urbanos que resultam em danos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Com a experêincia de quem viu o bairro se deteriorar nos ltimos 26 anos, com o aumento de favelas, do lixo e da poluição, o padre Paulo Sergio Bezerra, de Itaquera (zona leste de São Paulo), percebeu que estava em suas mãos o papel de conscientizar seus fiéis sobre os problemas urbanos que resultam em danos ao meio ambiente.</p></blockquote>
<p>A reportagem  de Giovana Girardi e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 02-10-2008.</p>
<p>Da escola da Teologia da Libertação, o padre de 54 anos já vinha desenvolvendo um trabalho mais voltado para as questões sociais e políticas da paróquia, mas não tinha nada de ambientalista. As coisas mudaram quando ele se deu conta, de uns anos para cá, que os problemas ambientais superavam todos os outros em urgência, diante das ameaças de escassez de água e do aquecimento global.</p>
<p>Os freqentadores da igreja vivem em uma área com grandes focos de favelização em meio a remanescentes de mata atlântica, o que faz com que a ligação entre proteção ambiental e justiça social seja direta. &#8220;Quando cheguei aqui, há 26 anos, o Rio Jacu corria caudaloso, limpo, hoje virou um canal de esgoto. O lixo espalhado pelas ruas está demais, as pessoas não têm consciência sobre o problema do trânsito, só querem alcançar o sonho de ter um carro&#8230;  uma situação difícil,&#8221; explica o padre.<span id="more-182"></span></p>
<p>Movido pela preocupação de levar esses temas para uma população que vive em meio a grandes problemas ambientais e, na maioria das vezes, nem sequer os identifica ou sabe lidar com eles, mas que, ao mesmo tempo, se sente insegura com o que ouve falar sobre mudanças climáticas, por exemplo, Bezerra resolveu tomar uma atitude.</p>
<p>O primeiro alvo foi a tradicional novena, evento geralmente focado em orações, que se tornou uma ferramenta para transmitir conhecimento e tentar mobilizar a população. &#8220;Concluí que a comunidade tinha de se aprofundar nesses temas para poder agir. Queria despertar a sociedade, mas confesso que não sabia bem como,&#8221; conta.</p>
<p>Sem se intimidar, ele procurou quem sabia. Entrou em cena, então, uma prima distante, a jornalista e socióloga Maristela Bernardo, presidente do Instituto Internacional de Educação do Brasil, que há anos trabalha pela promoção do desenvolvimento sustentável no País.</p>
<p>Ela recorreu a amigos ambientalistas para montar uma semana de palestras e debates durante o ofício religioso. Foram convidadas para palestrar pessoas destacadas nessa luta, como Fábio Feldmann, secretário-executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas, o jornalista André Trigueiro, especializado em ambiente, o advogado Marcelo Cardoso, do Instituto Socioambiental (ISA), e Oscar de Moraes, da Agência Nacional de Águas. A &#8220;novena verde&#8221; atraiu mais de 400 pessoas por dia que, mesmo depois de gastarem horas em viagens de ônibus e metrô para chegar ao bairro à noite, após o trabalho, se dispuseram a ouvir sobre meio ambiente. Foi apenas o primeiro passo.</p>
<p>Passado o evento, Bezerra criou na paróquia uma pastoral do meio ambiente &#8211; um grupo de oito pessoas que, com apoio de Cardoso, do ISA, busca formas de manter o tema em discussão. Uma delas foi inserir mensagens ambientais no folheto da missa dominical (são 2 mil exemplares distribuídos em 11 igrejas da região).</p>
<p>Ao lado das leituras do evangelho, os fiéis se deparam com frases que pregam reciclagem de lixo, ensinam como fazer o descarte adequado do óleo de cozinha ou de pilhas, orientam pela consumo de menos sacolas plásticas de supermercado etc. É um ensinamento novo a cada domingo.</p></div>
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		<title>Poder do consumidor pode frear mudanças climáticas e garantir sustentabilidade</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 14:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ginia Bontempo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
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		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
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		<description><![CDATA[Pesquisas desenvolvidas no Brasil e na Inglaterra indicam que o consumidor tem papel fundamental na sustentabilidade e seu comportamento tende a influenciar as políticas públicas locais. A idéia de que apenas as grandes empresas são responsáveis pelo aquecimento global ainda persiste no mundo inteiro, mas, em paralelo, cresce a consciência de que o poder do consumidor consciente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisas desenvolvidas no Brasil e na Inglaterra indicam que o consumidor tem papel fundamental na sustentabilidade e seu comportamento tende a influenciar as políticas públicas locais.</p>
<p>A idéia de que apenas as grandes empresas são responsáveis pelo aquecimento global ainda persiste no mundo inteiro, mas, em paralelo, cresce a consciência de que o poder do consumidor consciente é decisivo para garantir a sustentabilidade.Na Inglaterra, uma pesquisa encomendada pela Confederação das Indústrias Britânicas (CBI, sigla em inglês) à empresa de consultoria McKinsey, revelou que 60% das emissões são controladas ou influenciadas pelos consumidores. O novo dado obrigou as entidades locais a repensar e reformular as políticas traçadas para atingir a meta do governo britânico de 60% de redução, em relação aos níveis de 1990, das emissões de gases de efeito estufa até 2050. </p>
<p>“O dado mudou substancialmente a perspectiva de ações que o país vinha seguindo. O foco principal agora é o consumidor. É sobre ele que o setor privado e o governo precisam trabalhar para garantir a sustentabilidade”, afirmou Martin Broughton, presidente da CBI, que no dia 2 de setembro, presidiu o lançamento no Brasil do relatório “Mudanças climáticas: um assunto de todos”.</p>
<p>Broughton afirmou que, na Inglaterra, cresce o número de indústrias sustentáveis, além de outras que demonstram interesse em se tornar ambientalmente corretas. Ainda assim, insistiu que ainda é grande o número das que ainda estão longe dessa realidade. “Percebemos que pela demanda, ou seja, se o consumidor escolher empresas ambientalmente responsáveis para comprar, a humanidade estará garantindo uma economia de carbono limpo”, garantiu.<span id="more-170"></span></p>
<p>A CBI reúne algumas das maiores empresas britânicas, entre elas, a BP, a Shell e a British Airways. Juntas elas emitem cerca de 370 milhões de toneladas de CO2 por ano e empregam quase 2 milhões de pessoas ao redor do mundo, gerando uma receita anual equivalente a três trilhões de reais. “Os números da CBI já são consideráveis para pensarmos em resultados expressivos, mas queremos ir mais longe, conscientizando mais pessoas”, afirmou Broughton. </p>
<p>Segundo o relatório, 35% das emissões são controladas diretamente pelo consumidor, seja no aquecimento das casas, no uso de automóveis particulares e outros meios de transporte e no consumo de energia elétrica em domicílios. O varejo, alimentação e bebidas, atacado e a agricultura representam 25% das emissões. Os restantes 40% dos gases são emitidos na  fabricação de bens, mineração de carvão e transporte de carga.</p>
<p><strong>Brasil</strong></p>
<p>O relatório britânico não revela números da conscientização dos consumidores ingleses, mas no Brasil, um número considerável de pessoas tem em um nível elevado de consciência dos impactos na hora de fazer suas escolhas de consumo. A pesquisa “Como e por que os brasileiros praticam o consumo consciente?”, divulgada pelo Akatu em março de 2007, revela que um em cada três brasileiros percebe os impactos coletivos ou de longo prazo nas decisões de consumo. Segundo o estudo, cresceu em 7 pontos percentuais – de 36% em 2005 para 43% em 2006 – a proporção de consumidores que usam seu poder de compra e de comunicação para premiar empresas que tenham práticas adequadas de responsabilidade social e ambiental.</p>
<p>Para José Augusto Coelho Fernandes, diretor executivo da Confederação Nacional das Indústrias, apesar de realidades diferentes (no Brasil, 45% da energia é renovável e na União Européia, apenas 20%) através do relatório “é possível verificar a existência de pontos de ação em comum, como a internalização de medidas de sustentabilidade no DNA do ciclo produtivo das empresas e a educação da comunidade”.</p>
<p><strong>Políticas Públicas no Brasil</strong></p>
<p>É com base no reconhecimento do papel determinante do consumidor na preservação do planeta que uma parceria entre organizações brasileiras que trabalham em defesa da sustentabilidade realiza até 20 de setembro, uma consulta à sociedade civil com o objetivo de angariar contribuições para a formulação de uma Política Nacional de Mudanças Climáticas a ser apresentada ao Congresso Nacional em novembro próximo. Segundo o ambientalista Fábio Feldmann, membro do Conselho Consultivo do Instituto Akatu e um dos integrantes da parceria, “não se trata de um projeto de lei, já que existe um processo em curso no Congresso Nacional, mas da construção de um documento que possa contribuir para este processo, com inovações e sugestões provenientes da sociedade civil organizada”.</p>
<p>Para Feldmann, um dos grandes diferenciais da iniciativa é a sua forte aposta em medidas de adaptação, ou seja, o projeto pretende exigir do governo respostas concretas e permanentes, em forma de lei, para os brasileiros que já estão sofrendo efeitos diretos das mudanças climáticas. “Precisamos criar um mecanismo legal para cobrar do governo a eficiência nas áreas de defesa civil, por exemplo, ou a assistência de reparação de prejuízos econômicos e sociais decorrentes das mudanças climáticas”, afirmou.</p>
<p>Idéias e sugestões podem ser enviadas por meio do Observatório do Clima (www.oc.org.br).</p>
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		<title>Menos é mais: grupos anti-consumismo ganham espaço com a internet</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Aug 2008 14:21:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Timóteo</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[comércio]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[filme]]></category>
		<category><![CDATA[geral]]></category>
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		<description><![CDATA[por Andrea Vialli, Seção: Cenários e tendências, Comportamento, Consumo 01:47:38, publicado 05.08.2008 no Blog no Estadão Para eles, menos é mais. Para além do &#8216;consumo verde&#8217; (assunto do post anterior), cresce a força de grupos sociais que estão simplesmente reduzindo o ritmo das compras. Na esteira de movimentos ambientalistas, anti-globalização e pró-direitos dos animais, entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>por <strong>Andrea Vialli</strong>, Seção: <strong><a title="Visualizar categoria" href="http://blog.estadao.com.br/blog/vialli?cat=536">Cenários e tendências</a>, <strong><a title="Visualizar categoria" href="http://blog.estadao.com.br/blog/vialli?cat=651">Comportamento</a></strong>, <a title="Visualizar categoria" href="http://blog.estadao.com.br/blog/vialli?cat=652">Consumo</a></strong> 01:47:38, publicado 05.08.2008 no <a href="http://blog.estadao.com.br/blog/vialli/?cat=536" target="_blank">Blog no Estadão</a></p>
<p>Para eles, menos é mais. Para além do &#8216;consumo verde&#8217; (assunto do post anterior), cresce a força de grupos sociais que estão simplesmente reduzindo o ritmo das compras. Na esteira de movimentos ambientalistas, anti-globalização e pró-direitos dos animais, entre outros, os grupos anti-consumismo ganham força a partir do fortalecimento das ONGs e da profusão das redes sociais na internet.</p>
<p>Um exemplo interessante é o grupo canadense <a href="http://www.adbusters.org/">Adbusters</a> (literalmente caçadores de anúncios), fundado em 1989. O grupo, que hoje mantém um website e edita uma revista com tiragem de 120 mil exemplares, ficou conhecido por parodiar anúncios publicitários com uma mensagem anti-consumismo. Em 1992, idealizou o Buy Nothing Day (Dia sem Compras), onde as pessoas são convidadas a passar ao menos um dia sem comprar nada &#8211; a idéia é promover uma reflexão sobre o peso que o consumo tem no estilo de vida contemporâneo.<span id="more-167"></span></p>
<p>Nos anos 90, o movimento Downshifting, também conhecido como Simplicidade Voluntária passou a ganhar adeptos a partir dos livros de autores como Duane Elgin e Vicki Robin. A idéia principal é assumir um estilo de vida propositalmente mais despojado, com menos coisas e com um retorno à vida em comunidade. &#8220;Não é para deixar de comprar. E sim deixar de buscar a felicidade nas compras&#8221;, diz Vicki. A idéia já tem adeptos no Brasil, com uma profusão de sites sobre o tema.</p>
<p>A radicalização do conceito levou gente como o americano Colin Beavan a abrir mão dos confortos do cotidiano em troca de ser um &#8216;homem sem impacto&#8217;. Em seu blog, <a href="http://noimpactman.typepad.com/">No Impact Man</a>, ele conta tudo sobre as dificuldades enfrentadas por ele e sua família ao tentar levar a vida sem plástico, papel higiênico e cortando pela metade o consumo de energia. Vai virar livro e filme.</p>
<p>Há ainda os curiosos freegans, que se auto-intitulam os &#8216;anarquistas verdes&#8217;. A idéia aqui é levar uma vida &#8216;free&#8217;, em todos os aspectos: tudo o que &#8216;consomem&#8217; deve ser de graça. Móveis e outros utensílios podem ser conseguidos a partir do descarte alheio ou de endereços com o <a href="http://www.freecycle.org/">www.freecycle.org </a>- onde itens são ofertados de graça. Até sua alimentação um autêntico freegan consegue assim, nem que seja revirando a lata de lixo das casas mais abastadas&#8230;</p>
<p><strong>Crise</strong><br />
&#8220;À medida que ficam mais claras as relações entre o ato de consumir e a sustentabilidade do planeta, as pessoas tendem a rever seus conceitos. Mas é um processo lento, de educação&#8221;, diz Hélio Mattar, que no Brasil dirige o <a href="http://www.akatu.org.br/">Instituto Akatu</a>, ONG que dissemina o conceito do consumo consciente.</p>
<p>E não vão faltar argumentos. &#8220;A capacidade de reposição do planeta é simplesmente insuficiente para satisfazer, de uma forma sustentável, as ambições da China, Índia, Japão, Europa e Estados Unidos, bem como as aspirações do restante do mundo&#8221;. O veredicto, dado pelo relatório &#8220;O Estado do Mundo&#8221; (The State of the World) da ONG Wordwatch Institute, serve para ilustrar as implicações do consumo excessivo para o futuro da humanidade &#8211; se sistemas menos impactantes ao ambiente e às pessoas não se difundirem nos próximos anos.</p>
<p>Só os EUA são responsáveis por 25% do consumo de energia elétrica no mundo e por 30% do lixo gerado. Isso com cerca de 5% da população da Terra. O tema é explicado de forma didática e até bem-humorada (sim, é preciso) nesse <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=115030164563086975">vídeo </a>da Tides Foundation, dos EUA. Partindo de um objeto de desejo atual, o iPod, a apresentadora Annie Leonard mostra o lado absurdo do modelo atual de produção e consumo de massa, que ganhou força nos pós-Guerra.</p>
<p><strong>Boicotes</strong><br />
Com a internet, os grupos se tornam redes e os movimentos ganham mais dimensão, a ponto de se pressionar as corporações. Um outro link interessante é a lista de empresas &#8216;boicotáveis&#8217; do site <a href="http://www.ethicalconsumer.org/Boycotts.aspx">Ethical Consumer</a>, do Reino Unido. Com base em reportagens da própria revista, foi feito um levantamento das fragilidades das grandes empresas. Aí estão até mesmo ícones como a marca de cosméticos The Body Shop. Após sua venda para a gigante L&#8217;Oreal, a The Body Shop não estaria mantendo seus antigos pilares, como a não-aplicação de testes em animais e seus programas de comércio justo com comunidades pobres da África. Coca-Cola, Toyota, Procter&amp;Gamble e mesmo a China também figuram no ranking entre os dignos de boicote.</p>
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		<title>Josué de Castro, pensador indispensável</title>
		<link>http://ceuseterra.com/2008/07/25/josue-de-castro-pensador-indispensavel/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jul 2008 17:02:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jose Andrez</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>

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		<description><![CDATA[No momento em que a humanidade se depara com crises simultâneas de mudança climática e escassez de alimentos, vale a pena revisitar um pernambucano que dirigiu a FAO. Há meio século, ele já sugeria que só se pode combater a fome distribuindo renda e respeitando os limites da natureza. por Marilza Foucher O encontro recente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No momento em que a humanidade se depara com crises simultâneas de mudança climática e escassez de alimentos, vale a pena revisitar um pernambucano que dirigiu a FAO. Há meio século, ele já sugeria que só se pode combater a fome distribuindo renda e respeitando os limites da natureza.</p>
<p>por Marilza Foucher</p>
<p>O encontro recente da FAO — Organismo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura — reuniu a maioria dos governos e presidentes de várias nações para debater sobre a fome e a pobreza no mundo. Ao dizer em suas premissas que o encontro de Roma oferecia uma ocasião histórica de retomar a luta contra a fome e a pobreza, se poderia supor que o governo brasileiro iria aproveitar desta reunião de cúpula para relembrar o centenário de um brasileiro nordestino, conterrâneo do Presidente Lula da Silva. Nascido no estado de Pernambuco, o médico, geógrafo e sociólogo Josué de Castro (1908-1973) foi o pioneiro no combate à fome no mundo. Ele representou do Brasil na conferencia da FAO em Genebra em 1947, tornando-se presidente deste organismo internacional no período de 1952 a 1956. É autor de dois livros conhecidos mundialmente, traduzidos em 24 línguas: <em>Geografia da Fome</em> e <em>Geopolítica da Fome</em>.<br />
<span id="more-165"></span>O conterrâneo de Lula, Josué de Castro, viveu seu exílio em Paris, ficando conhecido por sua incansável luta contra a fome e a miséria. Dizia que não adiantava somente produzir os alimentos, era necessário também que pudessem ser comprados e consumidos pelos grupos humanos necessitados. Josué de Castro aproveitou-se do otimismo reinante do pós-guerra para chamar atenção das grandes potências, alertando que já era tempo de sair da economia colonial para a economia baseada na reciprocidade da cooperação, levando em conta os interesses comuns. Ele salientava que essa reciprocidade não ia provocar a falência das metrópoles colonizadoras, bastava vontade política para libertar o homem da miséria. Entretanto, até hoje os paises ricos não aplicam a reciprocidade na cooperação, principalmente na área da agricultura. Os países pobres não têm condições de competir com uma agricultura altamente protecionista e subvencionada. Só em 2007, cerca de 320 bilhões de dólares foram concedidos aos agricultores dos paises ricos. No mesmo ano, os preços dos alimentos básicos subiram entre 20 a 70%. A continuar este ritmo, assistiremos a um verdadeiro “tsunami” silencioso da fome, como alguns evocaram durante na Cimeira da FAO em Roma.</p>
<p>O humanista Josué de Castro cultivava, desde a década de 1950, uma visão sistêmica do desenvolvimento. Segundo ele, a questão da fome não seria resolvida somente com o aumento de produtividade agrícola e distribuição de alimentos: era necessário pensar também nos que trabalhavam a terra nos paises pobres. Dizia sim à produtividade, mas com uma melhor repartição do fruto do progresso. Dizia sim à produtividade, mas chamava atenção para degradação dos solos. Não escondia sua admiração pelo sábio inglês Albert Howard (1873-1947), um dos fundadores da agricultura biológica, que desde 1943 contesta o uso de fertilizantes químicos para uma boa conservação do solo. Daí que a leitura ou releitura, hoje, da <em>Geopolítica da Fome</em>, pelos organizadores do encontro da FAO, seria uma bela homenagem ao grande humanista que dirigiu os destinos da instituição nos anos 50. O resgate da memória é sempre uma condição <em>sine qua non</em> para se projetar o futuro.</p>
<p>Que balanço temos hoje do papel da FAO e de outras Instituições que integram o sistema das Nações Unidas no combate a fome e a pobreza? Tivemos, desde o século 20, uma proliferação de encontros internacionais, fóruns, reuniões de cúpula etc. Muitos discursos, relatórios e inúmeras convenções internacionais. As conferências internacionais da ONU passaram a ser excelentes tribunas para os atores globais demonstrarem, aos canais de televisões internacionais, que estão comovidos com a fome que continua a se alastrar, e perplexos com a degradação sócio-ambiental do planeta.</p>
<p>A crise de civilização exige um novo modo de viver e de pensar. Trata-se de alcançar não apenas um melhor nível de conforto, mas também uma melhor qualidade de vida em todos os sentidos</p>
<p>Segundo os protagonistas do poder político em escala mundial, chegou a hora de fazer proposições inovadoras, concretas e realistas e definir novos paradigmas de desenvolvimento! Bla-bla-blá e pouca vontade política para agir de forma conseqüente. Até quando os países mais pobres do planeta esperarão que a ajuda pública ao desenvolvimento atinja a meta prevista, de 0,7% do Produto Nacional Bruto dos paises ricos? Nos últimos dez anos, esta contribuição caiu em 30%. Segundo a OCDE, em 2007 ela representava apenas 0,28% do PNB dos mais favorecidos. A proteção ambiental compromete hoje menos de 1% do orçamento total da ONU.</p>
<p>Os países ricos impuseram, ao longo do século passado, estratégias de desenvolvimento que pilharam e devastaram o meio ambiente e destruíram relações sociais sem levar em conta a especificidade cultural e dinâmica locais. As desigualdades sociais, o aumento da pobreza, as diferenças de renda entre os países, a degradação dos ecossistemas rurais e urbanos são indicadores do fracasso das políticas de desenvolvimento e do atual modelo da governança global. Esse modelo difunde imagem de uma sociedade reunificada em torno de valores comuns da ideologia neoliberal, onde primam a competitividade, o &#8220;livre&#8221;-comércio, o individualismo, produzindo um modo de ser e de pensar consensual em torno do capitalismo. Esse modelo tornou-se prisioneiro de suas próprias contradições, os governos soberanos das grandes potências delegaram os poderes a uma governança mundial que constrói legitimidade sem democracia representativa e resolve os conflitos internacionais sem necessidade de contar com maioria. E ainda deixa de fora dos processos de decisões os governos dos chamados paises do Sul. Basta ver as inúmeras tentativas feitas para mudar as regras de funcionamento da OMC. A realidade só emerge como consciência, como problema, quando apresenta uma reação para a qual não achamos resposta.</p>
<p>O crescimento econômico vem se movendo há séculos entre dois infinitos: o infinito dos recursos naturais da Terra e o infinito do desenvolvimento econômico. Chega a seus limites a crença de que poderíamos crescer indefinidamente, produzir o máximo possível, explorar sem barreiras os recursos dos solos, ter cada vez mais acesso à tecnologia, ter e ter mais. A questão do desenvolvimento como sinônimo de progresso econômico, de conforto material, de consumo perdulário desencadeou, ao longo dos tempos, um processo de degradação socio-ambiental em larga escala, comprometendo a vida de muitas espécies, inclusive a espécie humana. E esta é a mais ameaçada, sobretudo quando se trata de populações empobrecidas.</p>
<p>Para os dirigentes da FAO e chefes dos governos presentes no encontro de Roma bastava buscar resposta concreta para esta questão: como salvar a vida do ser humano pobre, explorado, preservando o equilíbrio da natureza? Estamos diante de uma crise de civilização que exige uma reformulação do nosso modo de viver e de pensar. Trata-se de alcançar não apenas um melhor nível de vida, mas também uma melhor qualidade de vida em todos os sentidos. Este é o momento para redefinir valores, comportamentos e idéias à luz de uma nova ética que defenda o equilíbrio entre natureza e intervenção humana — um desenvolvimento harmônico e não predatório, que assegure condições dignas de existência às gerações futuras.</p>
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		<title>Questões de ética levantadas pela ecologia</title>
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		<pubDate>Tue, 06 May 2008 21:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vinicius Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>
		<category><![CDATA[educação ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Texto adaptado de Uwe Wagner, A Bíblia e a Ecologia, 1992, p.74. Em 2 Coríntios 5.17, Paulo exclama: “Se alguém está em Cristo é nova criatura: as coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas” As coisas antigas seriam, para a ecologia, o passado marcado pelo desrespeito, depredação e extinção do meio ambiente, do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto adaptado de Uwe Wagner, <em>A Bíblia e a Ecologia</em>, 1992, p.74.</p>
<p>Em 2 Coríntios 5.17, Paulo exclama: “Se alguém está em Cristo é nova criatura: as coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas”</p>
<p>As <em>coisas antigas</em> seriam, para a ecologia, o passado marcado pelo desrespeito, depredação e extinção do meio ambiente, do equilíbrio social e da diversificação cultural. A característica deste passado é que carregava em seu bojo a semente da morte e do extermínio. O cristianismo, ao contrário, é anúncio de um evangelho da vida, de um espírito vivificante, de um Salvador que veio para que todos tenham vida em abundância e de um Deus que “vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem” (Romanos 4.17).</p>
<p>A pergunta é: o que fazer para que esta novidade de vida se torne uma realidade? O que fazer para “chamar a existência” coisas ou seres que foram exterminados ou que estão ameaçados de extermínio.</p>
<p>Algumas pistas para reflexão:</p>
<ol>
<li> Ter a disposição para <em>sacrifícios</em> como expressão de nosso compromisso com o mundo criado por Deus: taxa para países poluidores, uso de filtros antipoluentes em indústrias e veículos, abandono do consumismo, opção pelo menos prejudicial ao ser humano e ao ambiente, opção pelo coletivo em detrimento do individual, etc.</li>
<li> Perceber a necessidade de formação ecológica e a importância da educação ambiental que vá além do ensino formal.</li>
<li>Preocupar-se, além dos direitos humanos, com os direitos dos animais, árvores e da natureza em geral.</li>
<li>Manifestar-se através de abaixo-assinados, denúncias públicas pelos veículos de comunicação, manifestações em forma de passeatas, etc.</li>
<li>Em ano de eleições, apoiar candidatos que sejam legítimos representantes da causa ambiental.</li>
</ol>
<p>Que, como cristão, possamos responder às questões de ética levantadas pela ecologia.</p>
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		<title>O Começo do Pensamento Ecológico</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Jan 2008 14:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jose Andrez</dc:creator>
				<category><![CDATA[ação]]></category>

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		<description><![CDATA[O pensamento ambientalista ou ecológico pode ser remontado ao século XVIII, quando a visão romântica, arcadiana, idealizava a vida simples, rural, e criticava o utilitarismo da nova sociedade industrial que surgia. E ainda nessa época surge os naturalistas. Com as conseqüências da relação de exploração do homem com a natureza. Isso levou inicialmente a um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">O pensamento ambientalista ou ecológico pode ser remontado ao século XVIII, quando a visão romântica, arcadiana, idealizava a vida simples, rural, e criticava o utilitarismo da nova sociedade industrial que surgia. E ainda nessa época surge os naturalistas. Com as conseqüências da relação de exploração do homem com a natureza. Isso levou inicialmente a um movimento pela proteção da vida selvagem, surgindo os primeiros movimentos ambientalistas, britânico e sueco. Os fundamentos da botânica e da zoologia modernas, além dos de outras ciências biológicas, foram estabelecidos pelos trabalhos de naturalistas amadores nos séculos XVI, XVII e XVIII. É provável que as descobertas do naturalista John Ray e do botânico Carl von Linné,­ cujo trabalho em taxonomia botânica foi a infância da ecologia ­ estimularam as pesquisas em ciências naturais, culminando nas teorias de Darwin e Wallace.</p>
<p align="justify">Historicamente, a ecologia como disciplina científica tem seus primeiros fundamentos definidos no século XIX. O termo ecologia (Oekologie) foi citado em 1866, por Ernest Haeckel (1834-1919), numa nota de rodapé de página de seu livro Morfologia Geral dos Organismos. A palavra biologia é substituída por ecologia, sendo esta definida por Haeckel como a &#8220;ciência da economia, do modo de vida, das relações externas do organismo.” Contudo, somente na segunda metade do século XX é que a síntese completa da ecologia foi constituída coerentemente. No presente, define-se a ecologia como &#8220;o estudo do relacionamento dos organismos vivos com o mundo”, ou a ciência das inter-relações que ligam os organismos vivos ao seu ambiente.</p>
<p align="justify">
Para Haeckel, a ecologia era um capítulo da biologia. Nos últimos anos diversos autores tem sublinhado que a crise ambiental não é somente a soma de problemas ambientais e locais e globais, mas um dos aspectos das profundas mudanças ocasionada nos fins da chamada modernidade. Por isso, há varias adjetivações do termo ecologia: ecologia social, ecologia humana, ecologia política, ecologia urbana e ecologia mental.</p>
<p align="justify"><span id="more-108"></span><br />
Assim estavam dadas as bases para melhor explicar a inter-relação dos sistemas vivos com o ambiente. A partir destes modelos ecossistêmicos foi possível compreender melhor os impactos da poluição sobre os sistemas ecológicos, os quais, ao serem associados aos graves acidentes ambientais, tais como: a contaminação, o vazamento de gases tóxicos, os acidentes de usinas nucleares, as mudanças climáticas; a destruição de florestas com a perda da biodiversidade; a poluição generalizada dos rios, mares, solos e atmosfera, e, ainda, ao serem agravados pelos níveis de pobreza e miséria da maior parte da população mundial, proporcionaram importantes argumentos para interrogar o poder e os rumos no uso da tecnociência e impulsionar os diversos movimentos contestatórios em todo o mundo.</p>
<p align="justify">
Com base nos novos modelos científicos, tem-se uma visão integrada dos diversos ecossistemas terrestres, e a questão ambiental passa a ser tratada em nível global. Por questão ambiental pode-se entender a contradição fundamental que se estabeleceu entre os modelos de desenvolvimento adotados pelo homem, marcadamente a partir do século XVIII, e a sustentação deste desenvolvimento pela natureza. A partir da Revolução Industrial, a velocidade de produção, o avanço do mundo urbanizado e a força poluidora das atividades bélicas e industriais superaram em muito a capacidade regenerativa dos ecossistemas e a reciclagem dos recursos naturais renováveis, colocando em níveis de exaustão os demais recursos naturais não renováveis.</p>
<p align="justify">
A constatação da crise generalizada, identificada na ciência e refletida na sociedade, pode ser percebida como risco ou como oportunidade de se lançarem novas bases para mudanças. A ciência e, sobretudo, seu uso técnico-industrial pode tanto estar a serviço da melhoria das condições ambientais e conseqüentemente sociais, como ser utilizada para fins não tão nobres. Mas cabe tanto à ciência quanto a teologia formular uma “nova” mentalidade, com paradigmas responsáveis pela manutenção da vida, em todas as suas dimensões.</p>
<p align="justify"><a name="_Toc183837767"></a><strong><span style="font-size: 130%"><font size="4">A recente palavra da teologia à questão ecológica</font></span></strong></p>
<p>É difícil precisar quando a questão ecológica passou a ser um tema na teologia. A articulação entre a teologia e outras ciências sempre foram um impasse até recentemente. Mas a urgência em dar respostas imediatas aos desafios que a cultura e a sociedade questionavam à teologia virou motivo de preocupação nas academias teológicas. Quando a crise no meio ambiente tornou-se notório as comunidades cristas levaram a serio a crise, porém, sem clareza de fundamentação teológica, de conhecimento de causa e de linha de ação para conter a catástrofe iminente. Por este motivo é raro vermos conscientizações quanto ao tema ecológico em nossas igrejas.</p>
<p align="justify">
Em todo caso, a teologia começou a se interessar pelo debate teológico e o enfrenta como um diálogo, necessário e urgente, entre as ciências da fé e as da natureza.</p>
<p align="justify">
Na Conferência sobre o Meio Ambiente promovida pelas Nações Unidas em 1972, em Estocolmo, uma Comissão das Igrejas para os Assuntos Internacionais do Conselho Mundial de Igrejas foram convidadas, mas realmente foi só na década de 80 que as Igrejas começaram a levar mais a sério a problemática da Criação e da responsabilidade cristã para com ela, tomando iniciativas que culminaram com a realização da Assembléia Ecumênica Européia de Basiléia em 1989, sob o tema “Paz e Justiça para toda a Criação”, e com o congresso mundial de Seul, organizado pelo CMI em 1990, para ser o ponto alto do programa “Paz, Justiça e Integridade (salvaguarda) da Criação”. A continuação deste programa havia de ser decidida na Assembléia Geral do CMI, realizada em Camberra em 1991, e, finalmente, o Comitê Central do CMI decidiu, em 1994, na África do Sul, que uma das quatro Unidades de serviço do Conselho se chamaria precisamente “Paz, Justiça e Integridade da Criação” e se ocuparia de forma regular e sistemática de toda esta problemática.</p>
<p align="justify">
No documento Compromisso Cristão Pela Reconciliação, aprovado na Assembléia Ecumênica Européia de Graz (1997), podemos ler: “Não pusemos em prática o mandamento divino de tratar com respeito a criação inteira e de trabalhar para ganhar a sua integridade. Interpretamos abusivamente a exortação bíblica de submeter e dominar (Gn. 1:28), como se nos dessem licença para explorar conscientemente e de maneira egoísta as riquezas da criação&#8230;”.</p>
<p align="justify">
Como o texto acima admite, o resultado desses encontros e reflexões teológicas entenderam que expressões até então usadas na teologia, como “dominação” possibilitava lidar com destemor com as coisas do mundo propiciando, portanto, a exploração predatória. Os questionamentos de teses teológico-criacionaistas contribuiu decisivamente para que, no debate atual, a teologia da criação adquirisse nova atualidade:</p>
<p>“A consciência das condições ecológicas da terra, que ameaçam toda a vida, também influencia o método e o conteúdo da teologia criacional: nessa situação se faz necessário um esforço que trabalha na base do diálogo interdicisplinar e de orientação ecumênico-universal, para preservação da possibilidade de sobrevivência.”</p>
<p>Com esses esforços, hoje, temos numerosas publicações em que se dá à crise atual uma interpretação teológica, mas que também apontam caminhos para superação. Essas contribuições para o debate podem ser resumidas sob o título “Teologia Ecológica”, Moltmann preferiria o nome de “Teologia da Natureza”, em contraste à Teologia Natural. Cresce, também, o número de documentos oficiais das igrejas, nos quais se faz referencia ao problema ambiental. Tanto nos âmbitos protestantes históricos, como a Amir, por exemplo, têm explorado textos dos reformadores lançando luzes para a construção de uma teologia ecológica, como por exemplo, o já citado acima, a doutrina da Imago Dei. Está proporcionou a doutrina do Mandato Cultural, doutrina que claramente defende a mordomia cristã, a responsabilidade do homem pela criação e o cuidado com o meio ambiente. Do lado católico, desde 1987 na encíclica Solicitude rei socialis fala-se do caráter moral do desenvolvimento. Outros dois documentos importantes dos católicos foram, Centesimus annus (1991) e Evangelium vitae (1995), nesses documentos é feito uma bela defesa da vida, condena os interesses egoístas e o “problema do consumismo e a ele estritamente ligada, a questão ecológica.” Enfim, poderia citar aqui vários encontros internacionais de igrejas que procuraram conciliar o comprometimento mútuo em favor da justiça, da paz e da preservação da criação. Ótimos e belos documentos foram produzidos. Mas o que assusta é que nas igrejas locais, esses discursos ainda não fazem parte da pregação. Numa pesquisa realizada por Cristiane Inês Musa, Lílian Blank de Oliveira e Rafaela Vieira, sobre educação ambiental nas igrejas, surpreende a omissão e até falta de informação de maior parte de líderes cristãos. Mas essa sempre uma dificuldade nossa, sair do discurso e ir para a prática. Os documentos Gottes Gaben – unsere Aufgabe (Dádivas de Deus – Nossa tarefa, produzido na Alemanha em 1989) e outros atestam a necessidade de dar continuidade ao debate ecológico em encontros regionais menores. Apesar dos resultados práticos serem um pouco decepcionante, no entanto os esforços podem ser considerado um passo importante na caminhada no sentido de assumir responsabilidades comuns pela preservação da criação.</p>
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