Educação Ambiental, Igreja e Diversidade
A educação ambiental, sem dúvida, é uma ferramenta essencial quando se pensa em conscientizar ou sensibilizar a sociedade para uma ética que leve em consideração o meio. No entanto, muitas vezes, ela é entendida apenas como o ensino para a conservação do meio ambiente, sem contemplar a perspectiva socioambiental, na qual as relações entre a cultura, a sociedade e a natureza são observadas. Como igreja, temos, ainda, que incluir nesse processo educativo a promoção do reino de Deus em Cristo, onde se trabalha a fim de que todo o evangelho seja experimentado por todas as pessoas.
Uma das maneiras de se fazer educação ambiental na perspectiva socioambiental, em consonância com a missão integral legada por Cristo, é observar o DIÁLOGO COM A DIVERSIDADE. Nessa “diversidade” estão incluídas, essencialmente, as comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas, pescadores, seringueiros, etc) e as pessoas com deficiência (mental, visual, auditiva, motora). Embora esse tema esteja presente nos principais tratados internacionais de educação ambiental – Agenda 21, Tratado de Educação Ambiental, Carta da Terra –, ele é ainda pouco trabalhado entre a sociedade.
O diálogo com a diversidade, em tal contexto, pode ser pensado como uma ação missionária, onde é necessário “encarnar-se” na cultura local, à semelhança de Jesus (Fl 2.5-8). Estabelece-se, então, uma relação de troca de experiências, em que é fundamental ouvir o grupo diferente, considerar seus saberes, suas necessidades e suas expectativas e interagir com o objetivo de promover a justiça social e a sustentabilidade ambiental.
Educação ambiental, igreja e diversidade não podem, portanto, ser percebidos separadamente, mas como parte de um mesmo sistema, integrado e dinâmico, de modo que um influencie o outro para a glória de Deus.



alexandre vignoli disse:
presto assessoria ecologica e pinto muros ecologicos em escolas gostaria de difundir meu projeto de educaçao ambiental a natureza agradece!