Salmo 148.7

Louvai ao SENHOR da terra, monstros marinhos...

Salmo 104.21

Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento

João 3.16

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...

Salmo 104.24

Que variedade, SENHOR, nas tuas obras!

Salmo 104.8

Tu fazes rebentar fontes no vale…

Salmo 104.24

cheia está a terra das tuas riquezas...

1 Timóteo 4.4

pois tudo que Deus criou é bom...

2 Pedro 3.13

esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça...

Salmo 104.11

dão de beber a todos os animais do campo

Salmo 104.25

Eis o mar vasto, imenso, …animais pequenos e grandes.

Colossenses 1.16

pois, nele, foram criadas todas as coisas...

Salmo 145.10

Todas as tuas obras te renderão graças, SENHOR...

Salmo 104.13

a terra farta-se do fruto de tuas obras...

Salmo 104.8

Elevaram-se os montes…

Mateus 6.26

Observai as aves do céu...

Salmo 8.3-4

Quando contemplo os teus céus, ...que é o homem?

Romanos 1.20

Porque os atributos invisíveis de Deus, …claramente se reconhecem...

Salmo 104.21

Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento

Romanos 1.20

Porque os atributos invisíveis de Deus, …claramente se reconhecem...

Salmo 145.10

Todas as tuas obras te renderão graças, SENHOR...

Salmo 104.24

Que variedade, SENHOR, nas tuas obras!

Gênesis 1.22

enchei as águas nos mares...

Mateus 6.28

Considerai como crescem os lírios do campo...

Salmo 104.12

têm as aves do céu o seu pouso...

O Desafio...

    Este é um forum sobre o privilégio e responsabilidade de toda humanidade de cuidar e preservar o meio-ambiente que está em angústia. Para isto, cabe aos cristãos um papel transformador e libertador!

    "Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte na gloriosa liberdade dos filhos de Deus." (Romanos 8.21 NTLH)

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A crise ambiental, as mudanças climáticas e a mordomia

27 de August, 2009 por Timóteo | 0

René Padilla

Membros da Rede Miqueias, reunidos no Quênia entre os dias 13 e 18 de julho de 2009, produziram a Declaração sobre Mordomia da Criação e Mudanças Climáticas. É possível que, com o passar do tempo, esta declaração venha a ser considerada como o documento mais significativo que já surgiu de círculos evangélicos sobre o tema, que até então não havia recebido a devida atenção do povo que confessa o Deus trino como o Deus da criação.

Redigido por uma comissão internacional que conseguiu organizar a participação dos grupos de discussão formados pelos participantes do encontro, o documento é um excelente resumo das preocupações ecológicas de uma rede plenamente comprometida com a missão integral de Deus, concebida como a proclamação e demonstração do evangelho. A esperança é que esta Declaração não apenas se constitua em uma agenda para os membros da Rede Miqueias, mas também incentive cristãos, em todo lugar, a levar a sério a crise ambiental global produzida por “ignorância, descuido, arrogância e cobiça”, a superar a tradicional dicotomia entre evangelização e responsabilidade socioecológica, e a se comprometer ativamente com a prática e a promoção do cuidado com a criação de Deus.

Formada em 1999, a Rede Miqueias cresceu até chegar a ser um movimento mundial de mais de 500 agências cristãs de serviço, desenvolvimento e justiça, igrejas e indivíduos. Conta atualmente com 300 membros ativos e 230 associados em mais de oitenta países. Seu objetivo principal é incentivar a prática daquilo que, segundo o texto do qual deriva o nome da Rede, Deus requer de todo cristão: “Praticar a justiça, amar a misericórdia e se humilhar diante de Deus” (Mq 6.8).

• René Padilla, autor de “O Que é Missão Integral?” (Editora Ultimato, no prelo), é um dos teólogos e pensadores protestantes latino-americanos mais conhecidos em todo o mundo. Nascido no Equador e residente em Buenos Aires, Argentina, é fundador e presidente da Fundação Kairós e da Rede Miqueias.

DECLARAÇÃO SOBRE MORDOMIA DA CRIAÇÃO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS
17 de julho de 2009

Nós, membros da Rede Miqueias, vindos de 38 países dos cinco continentes, reunimo-nos em Limuru, no Quênia, de 13 a 18 de julho de 2009 para a Quarta Reunião Global Trienal. Com o tema Mordomia da Criação e Mudanças Climáticas, buscamos a sabedoria de Deus e clamamos pela orientação do Espírito Santo ao refletir sobre a crise ambiental global. Como resultado de nossas discussões, reflexões e orações, declaramos o seguinte:

1. Cremos em Deus — Pai, Filho e Espírito Santo em comunidade — que é o criador, sustentador e Senhor de tudo. Deus se deleita em sua criação e está comprometido com ela (Cl 1.15-16 e Rm 11.36).

2. No princípio, Deus estabeleceu relações justas entre todas as criaturas. Tanto as mulheres como os homens, portadores da imagem de Deus, são chamados a servir e amar o restante da criação e responsáveis por prestar contas a Deus como mordomos. Nosso cuidado com a criação é um ato de adoração e obediência ao nosso Criador (Gn 1.26-30 e 2.15).

3. Nem sempre fomos mordomos fiéis. Devido à nossa ignorância, negligência, arrogância e cobiça, temos causado danos à terra e rompido as relações da criação (Gênesis 3.13-24). Nosso fracasso tem causado a atual crise ambiental, que tem gerado a mudança climática e colocado em perigo os ecossistemas da Terra. Toda a criação está sujeita à inutilidade e a corrupção decorrentes de nossa desobediência (Rm 8.20).

4. Entretanto, Deus permanece fiel (Rm 8.21). Na encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, Deus reconciliou todas as coisas consigo mesmo (Cl 1.19-20 e Fp 2.6-8). Escutamos o gemido da criação como dores de parto. Esta é a promessa de que Deus agirá, e já está agindo, para renovar todas as coisas (Rm 8.22 e Ap 21.5). Esta é a esperança que nos mantém.

5. Confessamos que pecamos. Não cuidamos da Terra com o amor sacrifical e abnegado de Deus. Em vez disso, exploramos, consumimos e abusamos dela para benefício próprio. Com demasiada frequência, cedemos ante a idolatria da cobiça (Cl 3.5 e Mt 6.24). Abraçamos falsas dicotomias da teologia e da prática, separando o espiritual e o material, o eterno e o temporal, o celestial e o terreno. Em todas essas coisas, não atuamos de maneira justa com nossos semelhantes nem com a criação, além de não honramos a Deus.

6. Reconhecemos que a industrialização, o crescente desmatamento, a intensificação da agricultura e da pecuária, além do consumo exacerbado de petróleo e derivados, prejudicaram o equilíbrio dos sistemas naturais da Terra. O rápido aumento das emissões de gases de efeito estufa está causando o aumento da temperatura média global, com impactos devastadores que já estão sendo sentidos, especialmente pelas populações mais pobres e marginalizadas. O aumento previsto de 2 graus Celsius dentro das próximas décadas alterará substancialmente a vida na Terra e acelerará a perda da biodiversidade. Intensificará o risco e a gravidade de eventos climáticos extremos, como secas, inundações e furacões, causando deslocamentos de populações e fome. Os níveis do mar continuarão se elevando, contaminando as nascentes de água e submergindo ilhas e comunidades costeiras. Provavelmente, veremos migrações massivas, o que levará a conflitos por causa da escassez de recursos. Profundas mudanças na frequência de chuvas e nevascas, como também o derretimento das geleiras, ocasionarão uma aceleração da escassez de água para milhões de pessoas.

7. Arrependemo-nos de nossa teologia egocêntrica da criação e de nossa cumplicidade com as relações econômicas injustas a nível local e global. Arrependemo-nos daqueles aspectos de nosso estilo de vida pessoal e social que deterioram a criação e de nossa falta de ação política. Devemos mudar radicalmente nossa vida em resposta à indignação e à tristeza de Deus pela agonia de sua criação.

8. Comprometemo-nos, diante de Deus, e chamamos a toda a família de fé para dar testemunho da intenção redentora de Deus para toda a sua criação. Buscaremos formas apropriadas de restaurar e construir relações justas entre os seres humanos e com o restante da criação. Esforçaremo-nos para viver de forma responsável, negando o consumismo e a exploração que resulta disto (Mt 6.24). Ensinaremos e serviremos de modelo de mordomia da criação como parte da missão integral. Intercederemos diante de Deus pelos que mais sofrem os efeitos da degradação ambiental e das mudanças climáticas e atuaremos com justiça e misericórdia entre eles, por eles e com eles (Mq 6.8).

9. Unimos nossa voz à de toda a sociedade para demandar que os líderes locais, nacionais e globais cumpram com a responsabilidade que têm de enfrentar a crise das mudanças climáticas e da degradação ambiental mediante os mecanismos e convenções acordados no nível intergovernamental, e assegurar os recursos necessários para garantir um desenvolvimento sustentável. Suas reuniões, como parte do processo de Convênio Básico das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, devem produzir acordos justos, compreensivos e adequados. Os líderes devem apoiar os esforços das comunidades locais para se adaptarem às mudanças climáticas e devem atuar para proteger a vida e o sustento das pessoas mais vulneráveis ao impacto da degradação ambiental e das mudanças climáticas. Reconhecemos que entre os mais afetados estão as mulheres e meninas. Fazemos um chamado aos líderes para intervirem no desenvolvimento de novas tecnologias e fontes de energia limpa e sustentável e a apoiar adequadamente para que os pobres, vulneráveis e marginalizados façam uso efetivo delas.

10. Já não há mais tempo para postergações ou indiferença. Trabalharemos com paixão, persistência, oração e criatividade para proteger a integridade de toda a criação e deixar um ambiente e um clima seguros para nossos filhos e para os filhos de seus filhos.

Os que têm ouvido para ouvir, que ouçam (Marcos 4.23).

do Ultimato, 19 de agosto, 2009
http://www.ultimato.com.br/?pg=show_conteudo&util=1&categoria=5&registro=1109

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