Questões de ética levantadas pela ecologia
Texto adaptado de Uwe Wagner, A Bíblia e a Ecologia, 1992, p.74.
Em 2 Coríntios 5.17, Paulo exclama: “Se alguém está em Cristo é nova criatura: as coisas antigas já passaram, eis que se fizeram novas”
As coisas antigas seriam, para a ecologia, o passado marcado pelo desrespeito, depredação e extinção do meio ambiente, do equilíbrio social e da diversificação cultural. A característica deste passado é que carregava em seu bojo a semente da morte e do extermínio. O cristianismo, ao contrário, é anúncio de um evangelho da vida, de um espírito vivificante, de um Salvador que veio para que todos tenham vida em abundância e de um Deus que “vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem” (Romanos 4.17).
A pergunta é: o que fazer para que esta novidade de vida se torne uma realidade? O que fazer para “chamar a existência” coisas ou seres que foram exterminados ou que estão ameaçados de extermínio.
Algumas pistas para reflexão:
- Ter a disposição para sacrifícios como expressão de nosso compromisso com o mundo criado por Deus: taxa para países poluidores, uso de filtros antipoluentes em indústrias e veículos, abandono do consumismo, opção pelo menos prejudicial ao ser humano e ao ambiente, opção pelo coletivo em detrimento do individual, etc.
- Perceber a necessidade de formação ecológica e a importância da educação ambiental que vá além do ensino formal.
- Preocupar-se, além dos direitos humanos, com os direitos dos animais, árvores e da natureza em geral.
- Manifestar-se através de abaixo-assinados, denúncias públicas pelos veículos de comunicação, manifestações em forma de passeatas, etc.
- Em ano de eleições, apoiar candidatos que sejam legítimos representantes da causa ambiental.
Que, como cristão, possamos responder às questões de ética levantadas pela ecologia.

