Salmo 148.7

Louvai ao SENHOR da terra, monstros marinhos...

Salmo 104.21

Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento

João 3.16

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...

Salmo 104.24

Que variedade, SENHOR, nas tuas obras!

Salmo 104.8

Tu fazes rebentar fontes no vale…

Salmo 104.24

cheia está a terra das tuas riquezas...

1 Timóteo 4.4

pois tudo que Deus criou é bom...

2 Pedro 3.13

esperamos novos céus e nova terra, nos quais habita justiça...

Salmo 104.11

dão de beber a todos os animais do campo

Salmo 104.25

Eis o mar vasto, imenso, …animais pequenos e grandes.

Colossenses 1.16

pois, nele, foram criadas todas as coisas...

Salmo 145.10

Todas as tuas obras te renderão graças, SENHOR...

Salmo 104.13

a terra farta-se do fruto de tuas obras...

Salmo 104.8

Elevaram-se os montes…

Mateus 6.26

Observai as aves do céu...

Salmo 8.3-4

Quando contemplo os teus céus, ...que é o homem?

Romanos 1.20

Porque os atributos invisíveis de Deus, …claramente se reconhecem...

Salmo 104.21

Os leõezinhos rugem pela presa e buscam de Deus o sustento

Romanos 1.20

Porque os atributos invisíveis de Deus, …claramente se reconhecem...

Salmo 145.10

Todas as tuas obras te renderão graças, SENHOR...

Salmo 104.24

Que variedade, SENHOR, nas tuas obras!

Gênesis 1.22

enchei as águas nos mares...

Mateus 6.28

Considerai como crescem os lírios do campo...

Salmo 104.12

têm as aves do céu o seu pouso...

O Desafio...

    Este é um forum sobre o privilégio e responsabilidade de toda humanidade de cuidar e preservar o meio-ambiente que está em angústia. Para isto, cabe aos cristãos um papel transformador e libertador!

    "Um dia o próprio Universo ficará livre do poder destruidor que o mantém escravo e tomará parte na gloriosa liberdade dos filhos de Deus." (Romanos 8.21 NTLH)

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Desafios do trabalho em rede

23 de November, 2007 por Ginia Bontempo | 0

por Vivianne Amaral, facilitadora e secretaria executiva da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), gerente do projeto Tecendo Cidadania/FNMA

rebea@uol.com.br

Redes são uma forma de organização que implica um conteúdo de natureza emancipatória e não outro. Redes são a tradução, na forma de desenho organizacional, de uma política de emancipação. Não pode haver distinção entre os fins dessa política e os meios de empreendê-la. -Cássio Martinho

A Rede Brasileira de Educação Ambiental é hoje uma rede de redes de educadores. Faz a articulação nacional das redes estaduais e locais. Todos seus facilitadores participam de redes locais ou de núcleos de formação de novas redes. A configuração atual é uma evolução natural no processo de organização de redes na comunidade de educadores ambientais. Trabalha com difusão de informação para educadores ambientais, por meio de site e lista de discussão e na sustentação da malha de contatos entre rede e educadores ambientais do Brasil inteiro. Tem como objetivos centrais a difusão da cultura organizacional em padrão de rede e o apoio ao desenvolvimento da Educação Ambiental. Nasceu da necessidade de compartilhar conhecimentos e informações e de articular, ao nível nacional, as pessoas e instituições que atuam na área de Educação Ambiental.

Os dez anos de história da REBEA são dez anos de teste da força mobilizadora de uma idéia: a de que é possível vivenciar outras formas de organização e de relações de poder que não contradigam, em sua natureza e prática, as propostas democráticas, emancipadoras da Educação Ambiental. Muito da energia ainda tem sido empregada para vencer a cultura tradicional a que estamos acostumados e que vivemos nas nossas instituições. Nesse sentido, a experiência de implementar a cultura organizacional de rede revela-se uma experiência política transformadora. É claro que a rede simbiótica, ideal, na qual todos colaboram de foram permanente, não existe, é ilusória. O que há é um esforço individual e coletivo para superação da cultura autoritária, um aprendizado permanente querendo construir novas relações humanas.

Trabalhar em rede traz grandes desafios pessoais e profissionais, pois a evolução no domínio das técnicas de comunicação, o uso habilidoso e criativo das ferramentas tecnológicas, a revolução cultural, a internalização dos fundamentos, não podem ser processos apenas individuais, têm que ser coletivos, pois não se faz uma rede sozinho. Se há um espaço em que não se cresce sozinho é o das redes. E compartilhar é a estratégia do crescimento conjunto.

A necessidade de compartilhar está na gênese da formação das redes, tanto na natureza quanto na sociedade. Gyorgy Doczi (1990), em O poder dos Limites: harmonia e proporções na natureza, arte e arquitetura, demonstra que o compartilhar, “como um processo básico da formação de padrões, molda relações harmoniosas na vida humana e animal, da mesma forma que o faz na anatomia, na música e nas outras artes. … Realmente existe um mana do compartilhar na Natureza. Isso não é mágica: é o mana do compartilhar que é a própria natureza da Natureza”.Existe uma anatomia propícia ao compartilhar: é a estrutura em rede.

De uma forma bem direta e simples, Castells define rede como “um conjunto de nós interconectados. Nó é o ponto no qual uma curva se entrecorta.” A arquitetura das relações em redes e sua emergência na sociedade contemporânea configuram o fazer das vanguardas atuais, no campo da economia, da pesquisa e do conhecimento, dos movimentos sociais e da política. Presente na natureza em todos os tamanhos e com configurações variadas, a morfologia da rede só se tornou visível, óbvia como padrão organizacional, com a evolução social e intelectual rumo à percepção da complexidade e com desenvolvimento das tecnologias da informação. Configurando estruturas abertas, não-circulares, com expansão ilimitada, as redes representam hoje importantes instrumentos de organização, articulação e mobilização social.

Os maiores desafios são apresentados no campo político das relações internas. A estrutura horizontal em rede rompe com as relações tradicionais, piramidais, de poder e de representação, possibilitando vivenciar nas relações sociais e políticas as idéias e princípios emancipatórios, de empoderamento de pessoas e organizações. Organizar-se em rede resgata a radicalidade de propostas libertárias e a fé no ser humano como um ser de fraternidade e liberdade. Na rede, o poder que tradicionalmente é vivido como poder sobre os outros ou sobre as estruturas surge como potência para realizar coletivamente.

No movimento ecológico observamos a evolução em direção à complexidade quando acompanhamos sua articulação, num primeiro momento, em assembléias estaduais permanentes de entidades ecologistas (apenas ecologistas não governamentais participavam), depois os fóruns, reunindo ecologistas e movimentos sociais diversos e, atualmente, as redes, possibilitando a convivência de pessoas físicas e jurídicas, entidades governamentais e não-governamentais, universidades, movimentos sociais, grupos organizados. As duas primeiras instâncias são estruturas piramidais com base estendida, ainda marcadas pelas relações tradicionais de poder e pela competição[1], enquanto que nas redes ensaia-se uma nova experiência de convívio político, gerada pela horizontalidade, pela descentralização, pela desconcentração do poder e pelo aspecto não representativo. O que não implica em não haver conflitos e disputas, mas a forma de resolução destes investe na desconcentração e na horizontalidade.

A proliferação de redes caracteriza a movimentação atual das organizações no espaço público. Percebe-se a evolução em direção à complexidade nas abordagens e propostas com opção de estruturas organizacionais que permitam a diversidade, o compartilhamento de objetivos comuns, mantendo-se as diferenças de identidade. A organização em rede permite esta liberdade.

Ao mesmo tempo e até por isso, a redes questionam frontalmente as relações interpessoais e interinstitucionais de poder. Participar verdadeiramente de uma rede implica em aceitar o desafio de rever as formas autoritárias de comportamento as quais estamos acostumados e que reproduzimos (como dominadores e como subordinados) apesar dos discursos e intenções democratizantes. Numa rede tem poder quem tem iniciativa. Assim, a localização do poder muda constantemente e não se concentra num só lugar. Esse fenômeno causa um certo atordoamento, já que estamos acostumados a obedecer ou mandar, a partir de funções fixas, determinadas hierarquicamente. Não estamos acostumados a decidir e compartilhar. Não temos o hábito de conviver com diversos focos de poder atuando simultaneamente e de forma independente, compartilhando objetivos comuns, numa só estrutura. Sempre queremos ter o conforto de uma instância central que tome as iniciativas, decida e assuma as responsabilidades. Nas redes, temos que ir além da prática da consulta democrática e precisamos de vários focos de iniciativas, de multi-lideranças. Autonomia e insubordinação são conceitos chaves. Nesse sentido, participar de uma rede, com radicalidade, assumindo seus fundamentos, representa uma revolução política individual, uma nova forma de organizar e vivenciar espaços de poder.

A matéria prima das redes é a vontade das pessoas, sua disponibilidade em vivenciar essas novas situações. Um imaginário convocante, sedutor, que inclua os sonhos, objetivos e necessidades é fundamental, pois é ele que dá a direção comum. O alimento da malha da rede é a circulação da informação que apóie a realização dos objetivos compartilhados.

Mas apenas as boas intenções não bastam para movimentar e dar sustentabilidade às redes. Nem para sairmos da estrutura piramidal com base estendida.É necessário que pessoas sejam preparadas, formadas para as tarefas de sustentação, para manter a malha íntegra, o fluxo contínuo. Sejam chamados de facilitadores, animadores, cabeças de rede ou re-editores, essas pessoas necessitam do desenvolvimento de competências, do domínio de instrumentos e técnicas de comunicação e mobilização, da internalização dos fundamentos da nova cultura organizacional.

Procurando um perfil para identificar o que seria um facilitador (quais as características dessa pessoa? Quais as habilidades, quais as competências para essa nova liderança?) encontrei em Bernardo Toro, filósofo e educador colombiano, o conceito que considero o mais aproximado da função do facilitador. Segundo Toro essa pessoa, tem, “por seu papel social, ocupação ou trabalho, a capacidade de re-adequar as mensagens, segundo circunstâncias e propósitos, com credibilidade e legitimidade, é uma pessoa que tem público próprio, que é reconhecido socialmente, que tem a capacidade de negar, transformar, introduzir e criar sentidos frente a seu público, contribuindo para modificar suas formas de pensar, sentir e atuar.” Toro considera que o re-editor é diferente dos chamados multiplicadores, pois ele não reproduz os conteúdos que recebe, mas os interpreta e amplia, adequando-os ao seu público. Considera-o também diferente do militante tradicional porque enquanto o campo de atuação deste é o mundo, o campo do re-editor é o cotidiano. Segundo ele, o re-editor acredita no convencimento de cada um, o militante na conversão, na adesão.

A formação de facilitadores, capazes de constituírem nós das redes, dando sustentabilidade ao tecido que constitui a sua totalidade orgânica, é um desafio urgente. Só assim poderemos realizar a desconcentração do poder, a insubordinação, a multi-liderança, a conectividade e o fluxo permanente de informação, a participação e a cooperação, aspectos fundamentais das estruturas em rede.

As redes não substituem as organizações piramidais e não são alternativas viáveis para todos os tipos de organizações e objetivos. É impensável um igreja ou um exército com a organização horizontal. No entanto, as redes são estruturas adequadas a todos os objetivos de empoderamento e emancipação da sociedade, o que explica o interesse que têm para os educadores ambientais, comprometidos com a consolidação de cidadania local e planetária.

Bibliografia consultada:

CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 2000, p 498.

DOCZI, Gyorgy. O poder dos limites: harmonias e proporções na natureza, arte e arquitetura. São Paulo: Mercuryo.1990, p77.

FACHINELLI ,Ana Cristina, MARCON Christian e MOINET, Nicolas. A prática da gestão de redes: uma necessidade estratégica da Sociedade da Informação.

Rede Brasil de Comunicação Cidadã [on-line] Disponível na Internet

MARTINHO, Cássio. Redes e desenvolvimento local. Rede Brasil de Comunicação Cidadã [on-line] Disponível na Internet

TORO, Jose Bernardo e Duarte, Nísia Maria. Mobilização Social: um modo de construir a democracia e a participação. (xerox)

[1] Com um controle central de onde emanam as ordens, com poder de representação externa. As disputas internas são freqüentes e a forma de resolução dos conflitos na disputa pelo poder central é de exclusão dos diferentes.

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